Apple e Broadcom são condenadas a pagar US$ 1 bilhão por violação de patentes

Por Claudio Yuge | 30 de Janeiro de 2020 às 19h40
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A Apple e a fabricante de semicondutores Broadcom terão que desembolsar uma bolada, tudo por conta de um litígio que vinha correndo na Justiça norte-americana desde 2016. Segundo a decisão, ambas as companhias terão que pagar, juntas, uma soma que passa de US$ 1,1 bilhão ao Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), devido a violação de patentes.

De acordo com os advogados da Caltech, Maçã vai pagar a maior parte, US$ 838 milhões, enquanto a Broadcom fica com os os outros US$ 270 milhões. A treta em questão foi o uso de chips W-iFi fabricados pela Broadcom, que teria usado ilegalmente propriedades intelectuais da Caltech.

O valor estipulado pelo júri levou em consideração as vendas de mais de 598 milhões de iPhones, iPads, Macs, iMacs, Apple Watches, Apple TVs, HomePods e até os descontinuados roteadores AirPorts nos Estados Unidos desde 2010. Já a conta da Broadcom foi calculada por meio de uma projeção da negociação dos royalties nesse período. No final, a média ficou de US$ 1,40 por dispositivo para a Maçã e US$ 0,26 para a outra parte.

Imagem: Reprodução/Instituto de Tecnologia da Califórnia

Apple nega ter violado patentes

Segundo o texto da ação, “as patentes estão relacionadas a sistemas de codificação que corrigem erros na transmissão de dados usados ​​no padrão 802.11 Wi-Fi”. “A Apple e a Broadcom negam a violação das patentes e dizem que o Caltech não teria sofrido danos significativos, mesmo que eles estivessem usando suas invenções. As únicas questões apresentadas ao júri foram se os chips da Broadcom usavam as patentes da universidade e, em caso afirmativo, quais seriam os valores do prejuízo”, completa o documento.

Segundo o Law360, site especializado em Direto, o júri aceitou o argumento de que as tecnologias patenteadas eram "a chave para manter a Apple competitiva no mercado de celulares". Os três registros da Caltech envolvidos no episódio foram relacionados ao desempenho do Wi-Fi e ao equilíbrio da velocidade com fatores como calor, potência e tamanho do chip.

A Apple já adiantou que planeja recorrer do veredicto. A Broadcom ainda não comentou o resultado do caso.

Fonte: 9to5Mac  

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