Andy Rubin é acusado de gerenciar rede de prostituição em processo civil

Por Rafael Arbulu | 03 de Julho de 2019 às 10h48
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Mais um escândalo pode estar se formando na vida de Andy Rubin — e mais uma vez envolvendo comportamento sexualmente inadequado. Segundo informações obtidas pelo Buzzfeed News, um processo civil movido contra o pai do Android por sua ex-esposa, Rie Hirabaru Rubin, Rubin teria sido adúltero em seu relacionamento, além de ter mentido à ela sobre seus ganhos financeiros e ter sido enganada para assinar, sob orientação de um advogado do ex-executivo da Google, um acordo pré-nupcial que a deixaria desamparada diante da separação.

Mas a acusação mais chocante deste caso é a de que Rubin mantinha relações com pessoas que detinham “caráter de propriedade” sobre outras mulheres, onde ele pagaria pelas despesas delas em troca de sexo e as oferecia a outros homens. A documentação do processo ainda acusa o ex-executivo de ter um papel de gestão nessa “rede de prostituição”.

Andy Rubin deixou a Google em 2014, mas foi apenas em 2018 que uma reportagem veiculada pelo The New York Times mostrou o real motivo de sua partida: em 2013, uma funcionária da empresa, que respondia como assistente do executivo, disse que ele a coagiu a fazer sexo oral com ele em um quarto de hotel durante uma viagem de negócios. A situação chegou ao RH da empresa, que levou o caso à gestão superior. A saída da empresa foi “recomendar” que Rubin renunciasse ao cargo, pagando a ele um pacote de cerca de US$ 90 milhões.

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A situação tornou-se um escândalo para a Google e foi um dos gatilhos para a realização de protestos e manifestações de funcionários da empresa em vários locais do mundo — um evento conhecido como Google Walkout For Change.

Andy Rubin, criador do Android

De acordo com o Buzzfeed News, Rubin e seu ex-advogado teriam conspirado para enganar Rie Hirabaru Rubin, “convencendo-a a assinar um acordo pré-nupcial que, posteriormente, a barrou de qualquer direito a parte dos ganhos financeiros do então marido”. O processo também acusa Rubin de ter mentido sobre suas finanças, abrindo uma conta bancária separada logo após a sua saída da Google. As finanças dessa conta teriam sido usadas para pagar mulheres por sexo. Por isso, Rie Hirabaru busca invalidar o contrato pré-nupcial na Justiça.

Rubin teria recomendado um advogado à ex-esposa, a fim de orientá-la sobre o acordo pré-nupcial, mas não mencionou à ela o fato de que esse mesmo advogado teria ajudado a ele em seu divórcio anterior. O acordo advindo dessa orientação, diz o processo, foi feito especificamente com o intuito de beneficiar Rubin, excluindo partes consideráveis de sua fortuna, a fim de que Rie Hirabaru não tivesse acesso a nada caso se separasse do executivo.

Sobre a acusação de gerenciar uma rede de prostituição, o processo movido por Hirabaru tem anexado um print de uma troca de mensagens entre Rubin e uma das mulheres, que dizia: “Você vai ser muito feliz ‘sendo cuidada’ desse jeito”. Outra frase na mesma conversa é mais expressa: “Ter um dono é como se você fosse minha propriedade, e eu posso então te emprestar para outros homens”. A acusação tem sinergia com a matéria do New York Times: na ocasião, Rie Hirabaru já havia acusado Rubin de engajar nesse comportamento.

A defesa de Rubin se manifestou: “Esse é só mais um caso de disputa em direito familiar que envolve uma esposa que se arrependeu de assinar um acordo pré-nupcial. Esse litígio deveria ser julgado inteiramente pela Vara Familiar”. Os advogados do executivo ainda dizem que o processo é “cheio de afirmações absurdas” e que “estamos ansiosos para contar o nosso lado da história”.

Fonte: Buzzfeed News

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