Apple prepara combo de assinaturas com músicas, filmes, séries, games e notícias
Por Rubens Eishima |

Queridinha das gigantes da tecnologia, as assinaturas de serviços vieram para ficar. Segundo a agência Bloomberg, a Apple deve empacotar suas diferentes opções em uma oferta conhecida internamente como “Apple One”. O anúncio do combo é aguardado para o evento de lançamento do novo iPhone, que deve acontecer em outubro.
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O Apple One reunirá, segundo fontes consultadas pela agência, serviços como o Apple Music, Apple TV+, Apple Arcade, Apple News+ e até uma ampliação de armazenamento no serviço iCloud. As diferentes assinaturas serão organizadas em diversas categorias e serão compatíveis com as opções de Compartilhamento Familiar já disponíveis nos serviços.
Outra possibilidade citada pela Bloomberg é a ampliação das ofertas de assinaturas junto com os dispositivos da Apple, ampliando o programa que distribui um ano do serviço de jogos Apple Arcade para compradores do aparelho de streaming Apple TV.
A agência mencionou ainda o desenvolvimento de uma assinatura que agrega diferentes apps de fitness com videoaulas, que seria um bom complemento à linha Apple Watch.
Máquina de dinheiro
O boato sobre o combo de assinaturas não é novo e já circulou anteriormente. O segmento tem sido visto como um filão com grande potencial pelas gigantes da tecnologia, com opções como o Amazon Prime, Google One e Microsoft 365 reunindo um leque de serviços das empresas.
Para as "BigTech", as assinaturas representam menos riscos, sazonalidade e uma geração de caixa mais estável. Além disso, permitem ajustes mais rápidos de estratégia do que os longos ciclos de desenvolvimento de produtos, por exemplo.
No caso da Apple, o segmento de assinaturas tem ganhado cada vez mais importância nos resultados financeiros da empresa. A participação dos serviços no faturamento total pulou de 14,2% em 2017 para 17,7% em 2019, com 46 bilhões de dólares (cerca de R$ 247 bi). No ano passado, as assinaturas e serviços representaram um volume de caixa maior do que todo o faturamento da Apple na China no mesmo período: 43 bilhões de dólares (R$ 230 bi).