YouTube faz alterações em sua política contra discurso de ódio

YouTube faz alterações em sua política contra discurso de ódio

Por Nathan Vieira | 11 de Dezembro de 2019 às 16h00
Reprodução

Depois de aliviar as diretrizes voltadas ao conteúdo violento de games hospedado na plataforma de vídeos, o YouTube anunciou nesta quarta (11) uma expansão de sua política anti-assédio que proibirá os criadores de vídeos de fazer insultos com base em raça, expressão de gênero ou orientação sexual - mesmo que a pessoa insultada seja outro criador, celebridade, político, ou qualquer outra figura pública.

A nova política surge vários meses depois que o YouTube foi criticado por se recusar a remover vídeos postados por um comentarista norte-americano, Steven Crowder, no qual ele insultava um apresentador, o que gerou forte indignação por parte do público, levando o YouTube a dizer, na época, que reconsideraria toda a sua política de assédio. Inicialmente, a análise pretendia focar em vídeos nos quais um criador segmenta outro, como o que aconteceu no caso Crowder. A recente atualização traz quatro alterações principais na política do YouTube, segundo o portal norte-americano The Verge.

"Continuamos comprometidos com nossa plataforma e em garantir que o debate saudável e uma troca vigorosa de idéias continuem prosperando aqui. No entanto, não toleraremos assédio e acreditamos que as etapas descritas abaixo contribuirão para a nossa missão, tornando o YouTube um lugar melhor para qualquer pessoa compartilhar sua história ou opinião", afirmou Matt Halprin, vice-presidente de confiança e segurança do YouTube, ao portal em questão.

YouTube intensifica política contra a propagação do ódio

Primeiramente, a política estendeu os tipos de ameaças que agora são banidas. Antes, o YouTube bania ameaças diretas como "Vou matar você", mas agora, mais ameaças veladas e implícitas também serão banidas. Em segundo lugar, o assédio moral no YouTube geralmente não se resume a um único insulto, então sob a nova política, a plataforma de vídeos agora terá uma visão mais holística do que um criador está dizendo em seu canal, ou seja: mesmo que vídeos individuais não necessariamente ultrapassem os limites, se ainda contribuem para a perseguição de outra pessoa ou criador, esse conteúdo pode ser removido.

A política agora proíbe insultos com base em raça, gênero ou orientação sexual, e nesse caso, a política se aplica a todos os indivíduos, sejam eles criadores de conteúdo ou não, e mesmo que sejam figuras públicas, onde as redes sociais historicamente têm tolerado discursos muito mais ofensivos. Por fim, o YouTube está expandindo um programa que usa aprendizado de máquina para identificar comentários potencialmente ofensivos onde os criadores podem decidir se desejam que o comentário apareça em seus vídeos. O recurso foi ativado por padrão para a maioria dos criadores desde o início deste ano.

Fonte: The Verge

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