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Vimeo cria ferramenta para qualquer pessoa transmitir seus próprios hologramas

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M. Schwarz
M. Schwarz

Hologramas não são mais uma exclusividade de artistas mortos. Agora qualquer um pode utilizar o Vimeo para fazer transmissões em 3D ao vivo — desde que, claro, possua os equipamentos de gravação necessários.

Nesta segunda-feira (8) o Vimeo lançou um manual explicando como qualquer usuário pode utilizar a plataforma para fazer transmissões de vídeos em 3D. A empresa utiliza para isso um conceito que chama de “telepresença”, que permite transmitir numa tela uma imagem em três dimensões de alguém, dando a impressão de que a pessoa está presente fora da tela. Ou, ainda melhor, a transmissão direta em óculos de realidade virtual, de modo a parecer que a pessoa está na mesma sala de quem a assiste.

Para transmitir esses vídeos em 3D, o Vimeo exige três coisas do usuário: que eles tenham uma câmera de grava em profundidade (o Vimeo recomenda a RealSense D415, que custa cerca de U$ 100), ser um assinante do Vimeo Live, e possuir alguns conhecimentos em linguagem de programação.

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Para a gravação, o usuário deverá utilizar o Vimeo Depth Viewer, um sistema de interface para câmera 3D criado pela própria companhia. Usado em parceria com o Open Broadcaster Software, o programa permite que uma gravação em 3D seja codificada num formato possível de ser enviado numa transmissão ao vivo.

A parte mais complicada fica em realmente mostrar esse vídeo para um audiência. Ainda que o Vimeo tenha criado o Vimeo Depth Player, que pega esse código e o transforma novamente em uma imagem 3D que possa ser projetada em uma tela, o problema é que o usuário deverá ter pelo menos um conhecimento básico em programação, pois o Depth Player é oferecido apenas como código, e é necessário que o responsável pela transmissão saiba criar e compilar uma aplicação web para que o programa funcione.

Ainda que a necessidade de criação de uma aplicação web sirva de barreira para muitos produtores, é bom ver que a transmissão de vídeos em 3D em tempo real não exige tecnologias tão avançadas quanto as que vemos em filmes como Star Trek e Star Wars, e é possível imaginar que a plataforma logo encontrará uma solução para que pessoas que não possuem conhecimento em linguagens de programação possam também produzir suas transmissões 3D ao vivo.

Fonte:  Mashable