Trump assina lei que proíbe uso do antivírus da Kaspersky pelo governo

Por Redação | 13 de Dezembro de 2017 às 19h03
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O conflito entre Estados Unidos e Rússia não está se restringindo apenas à troca de acusações sobre a disseminação de anúncios falsos publicados nas redes sociais em 2016. 

Agora, a tensão avançou para questões corporativas. O presidente Donald Trump assinou uma lei que proíbe o governo de usar o antivírus da empresa russa Kaspersky, especializada em segurança digital.

Os Estados Unidos já tinham proibido as agências federais de usar os softwares da Kaspersky em setembro. Com a nova decisão, toda a esfera federal terá que mudar seus programas de proteção digital.

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Ataque nas eleições

A Kaspersky foi acusada de colaborar com os serviços de inteligência de Moscou. Relatórios apontam que peças produzidas pelos russos promoviam desinformação sobre as eleições presidenciais dos Estados Unidos, vencidas por Trump.

Uma reportagem do The New York Times revelou que fontes de Israel testemunharam a invasão de hackers russos em computadores da NSA (Agência de Segurança Nacional) por meio do programa antívirus da empresa baseada em Moscou.

Como consequência, a Kaspersky perdeu seus negócios com os norte-americanos e corre o risco de ficar sem contratos com o Reino Unido.

Fora das prateleiras

Não há restrições para a empresa atuar com contratos privados e pessoas físicas, mas mesmo assim a Kaspersky vai enfrentar problemas. A Best Buy já não vende mais seus programas antívirus.

A empresa estuda fechar seus escritórios em Washington como consequência da nova decisão de Trump.

A empresa chegou a oferecer o código fonte do antívirus para revisão, como forma de recuperar seu status. O governo considerou a oferta muito aquém do que seria necessário para retomar a confiança.

A Kaspersky, em declaração à agência Reuters, afirmou que tem "sérias preocupações com a lei devido à abordagem geográfica específica para a segurança cibernética" e que estuda quais serão seus próximos passos.

Fonte: Engadget

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