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Quais dados o brasileiro gostaria de deletar da internet?

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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 Sora Shimazaki
Sora Shimazaki

Cerca de 20% dos brasileiros gostariam de "se deletar" permanentemente internet, e esse sentimento estaria relacionado a dois fatores principais, segundo pesquisa feita pela NordVPN: 43% disseram que as plataformas digitais tomam muito do seu tempo, enquanto 32% se sentem usados por empresas que exploram seus dados pessoais.

Os dados do levantamento feito pela empresa especialista em cibersegurança são a conclusão após entrevistas com mais de mil pessoas.

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Cinco em cada dez pessoas disseram que suas informações financeiras pessoais estão disponíveis na web, por isso queriam conseguir excluí-las da web. Outros 30% alegaram não confiar em quase nada que aparece na internet e outros 25% temem ser manipulados pela rede mundial de computadores.

Se for considerado o atual cenário de fake news e desinformação, a preocupação faz sentido. A internet sempre foi palco de boatos e mentiras, mas isso se intensificou nos últimos anos, especialmente devido ao uso político da manipulação.

O que os brasileiros querem apagar?

Entre os dados mais citados pelo público, estão os momentos embaraçosos — 43% dos entrevistados gostariam de deletar esses conteúdos se pudessem. Essas foram outras informações citadas:

  • 37% excluiriam e-mails para sempre;
  • 28% informações sobre a vida sexual;
  • 23% almejam excluir fotos ou vídeos nada agradáveis da web;
  • 27% querem banir as redes sociais;
  • 20% retirariam da internet perfis antigos de namoro;
  • 16% removeriam informações médicas;
  • 8% omitiram a ficha criminal da internet;
  • 7% optariam por deletar o histórico de emprego anterior.

Alguns dados são compreensíveis, afinal as pessoas fazem coisas no passado e acabam se arrependendo, mas é preciso ter atenção ao percentual sobre trabalhos passados. Uma parcela considerável dos entrevistados tem interesse em deixar para trás algum emprego ruim, possivelmente devido a memórias nada agradáveis.

Outra informação chamativa é sobre a atividade sexual. Não é muito comum informações íntimas serem postadas na web de propósito, mas eventualmente ocorrem vazamentos de nudes e pornô de vingança, práticas criminosas condenáveis.

Você pagaria para ser excluído da web?

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Uma das informações curiosas da pesquisa da NordVPN diz respeito ao pagamento de quantias para ficar anônimo online. Isso não é possível, já que a rede é descentralizada, mas muita gente estaria disposta a investir uma grana se fosse possível.

Exatos 46% dos ouvidos pela pesquisa pagariam até R$ 500 para limpar a barra na web. Outros 8% desembolsariam entre R$ 501 e R$ 2,6 mil, enquanto apenas 3% investiriam entre R$ 2.601 e R$ 5,3 mil para se deletar.

O especialista em privacidade digital da NordVPN Daniel Markuson explica porque é impossível remover seu histórico da rede. “Embora ‘se remover’ da internet pareça uma boa ideia para aqueles preocupados em expor informações pessoais às entidades erradas, você deve se perguntar se limpar a lousa totalmente é possível em nosso mundo digital dominante”, explica.

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A dica, segundo ele, é manter as informações pessoais seguras na internet. “Usar senhas mais sofisticadas, ferramentas confiáveis de segurança cibernética (como VPN, antivírus e gerenciador de senhas) e praticar uma conscientização geral sobre ameaças ajudarão as pessoas a protegerem suas informações mais valiosas on-line nos próximos anos”, elencou Markuson.

A pesquisa foi encomendada pela NordVPN e conduzida pela empresa externa Cint em diversos países. No Brasil, o estudo ocorreu entre 12 e 18 de agosto, com maiores de 18 anos e cotas para idade, sexo e local de residência.