Prêmio iBest volta à internet após 12 anos e com curadoria digital

Por Stephanie Kohn | 09 de Setembro de 2020 às 14h55
iBest

Quem tem mais de 30 anos provavelmente se lembra do Prêmio iBest, uma premiação que, de 1996 a 2008, recheou os melhores sites da internet brasileira com selinhos comemorativos. Considerado o "Oscar" da web, o selo, que ficou adormecido por 12 anos, volta este ano completamente reformulado e com uma curadoria digital.

"Criamos um algoritmo matemático que consegue entender as principais iniciativas da internet brasileira e compará-las. Temos scores [pontuações] para tudo: engajamento, alcance, relevância… e diferentes pesos para cada rede, dependendo da área em que a pessoa ou empresa está inserida", comenta Marcos Wettreich, criador do prêmio, em entrevista ao Canaltech.

Na categoria de Moda, por exemplo, o algoritmo valoriza mais a presença no Instagram, enquanto que em Política e Cidadania, o Twitter tem um peso maior. Segundo Marcos, as empresas e/ou pessoas com as dez maiores pontuações viram finalistas e, então, seguem para votação popular. Os campeões, assim como os finalistas (Top 10 e Top 3), receberão o selo iBest e um troféu digital que mostra ao mercado e consumidores que a iniciativa se destacou por sua relevância no mercado.

“Entre tantos inscritos, chegar ao topo não é para qualquer um. É uma realização que merece reconhecimento e visibilidade para a marca”, diz Wettreich.

Ao todo, o prêmio contempla 54 categorias, com duas premiações em cada uma delas: Popular (onde todos brasileiros maiores de 16 anos podem votar) e o Oficial (escolhido por um grupo de especialistas e personalidades). A votação popular começa nesta quarta-feira (9), quando serão anunciados os dez finalistas em cada categoria. Entre as categorias estão Fintechs, Super Apps, Banco Digital, Moda, Cinema e Cultura, Vida Saudável, Games, Humor, Música, Personalidade Religiosa, entre outras.

Retorno

Por 12 anos, o prêmio foi a bússola para o reconhecimento das melhores iniciativas na internet, com milhões de votantes e revelando as empresas que se tornaram líderes na década inicial da internet no Brasil. Sendo assim, para Wettreich, a volta da premiação se deve a um desejo do próprio mercado, que ficou carente de reconhecimento.

"A internet está lotada de iniciativas legais e boas opções, mas é impossível conhecer todas. O internauta precisa de um guia", diz. "Ninguém tem noção real de tudo o que está acontecendo em sua volta. Há uma concorrência muito grande, por isso entendi que precisávamos de um novo prêmio", completa.

O iBest passou a ser uma empresa independente em 1999, quando a GP Investimentos tornou-se sócia. Em 2001, a Brasil Telecom, atual Oi, ingressou como acionista da empresa, tendo assumido a totalidade do controle em 2003. Cinco anos depois, o prêmio parou de ser realizado. Com a marca em desuso por muito tempo, Marcos conseguiu recuperá-la por um processo de caducidade. Ele conta que abriu um pedido no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e o selo voltou para ele.

"Abrir um prêmio em um mercado mais abrangente e com muitas redes sociais foi ótimo. O brasileiro gosta de dar opinião e os participantes gostam de competir", diz. "O selo iBest tem um histórico sério e foi por muito tempo desejado pelas empresas. Neste retorno, nosso investimento de marketing foi mínimo, isso porque os finalistas vão advogar em causa própria", finaliza.

Primeiras finalistas

Ao Canaltech foram adiantadas as marcas finalistas das três primeiras categorias a saírem para votação popular: Informática e Telefonia; Gastronomia e Culinária; e DIY, Decoração e Organização. Confira aqui.

Vale lembrar que até final de setembro, o iBest vai divulgar, todos os dias, os top 10 finalistas de três categorias. O público terá até 25 de outubro para escolher as melhores. Já as listas com top 3 serão divulgadas em novembro e os vencedores em dezembro.

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