LinkedIn vai migrar para o Microsoft Azure

Por Redação | 24 de Julho de 2019 às 18h08
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Nesta terça-feira (23), o LinkedIn anunciou que está transferindo toda a sua infraestrutura para o Microsoft Azure, plataforma baseada nos conceitos da computação em nuvem, destinada à execução de alguns serviços e aplicativos. Em entrevista ao portal norte-americano Venture Beat, o vice-presidente sênior de engenharia do LinkedIn, Mohak Shroff, entrou em detalhes sobre essa transformação.

Shroff afirma que a mudança não foi algo imposto e inevitável, e enfatiza a independência do LinkedIn: "A integração foi realmente um sucesso notável, principalmente em uma dimensão, onde a Microsoft realmente nos permitiu independência na tomada de decisões. E isso, penso eu, é um exemplo claro dessa independência. Eles nos ofereceram quaisquer recursos de que precisássemos, se ofereceram para trabalhar conosco se tomássemos a decisão de mudar, mas a decisão sempre foi nossa”.

Para os 645 milhões de usuários do LinkedIn, essa mudança vai ser aos poucos, sob a premissa de não comprometer a acessibilidade, confiabilidade e desempenho do site. "Nós pensamos que vai levar pelo menos três anos até terminarmos. Possivelmente mais do que isso", aponta Shroff. “Será uma migração gradual. Veremos o aumento das cargas de trabalho no Azure ao longo do tempo, com um ponto de inflexão bastante significativo, cerca de um ano e meio, dois anos a partir de agora. E depois uma espécie de migração acelerada”, explica.

Mudança foi considerada várias vezes

Segundo o vice-presidente de engenharia do site, essa mudança para a Azure foi considerada várias vezes, mas o veredicto acabava sendo que não era a hora certa para mudar. Ele conta que a última consideração teve início cerca de quatro meses atrás, quando o LinkedIn analisou o cenário de uma nuvem pública, os recursos e as possibilidades.

“Por um tempo, vimos uma certeza na nuvem pública. São apenas tendências que você vê em termos de nível de investimento e inovação que acompanham a forma como as nuvens públicas evoluíram. Isso deixa claro que esse é o caminho do futuro e queremos fazer parte do futuro", Shroff disserta.

O entrevistado pela Venture Beat ainda confessa que outros serviços de nuvem foram cogitados antes da migração para o Azure: “Nós os consideramos no passado. Neste caso, não o fizemos. A principal razão para isso é que pensamos em nós mesmos como um caso de uso bastante complexo para a nuvem pública e temos algumas necessidades personalizadas".

LinkedIn já usufrui alguns recursos do Azure

Além de fazer algumas experiências, o LinkedIn já está aproveitando alguns recursos disponibilizados pelo Microsoft Azure, como os serviços de mídia destinados a vídeos e a Microsoft Text Analytics API, para melhorar a tradução automática no Feed do LinkedIn e o Moderador de Conteúdo, que ajuda a manter o conteúdo inadequado fora do site. “Como o vídeo se tornou uma parte fundamental do LinkedIn, aproveitamos os recursos de vídeo do Azure para potencializar isso. Podíamos ter escolhido construir nós mesmos, mas olhamos para as capacidades do Azure".

O vice-presidente de engenharia completa: "Olhando para o futuro, podemos construir cada uma dessas coisas independentemente, mas isso gera mais coisas para serem migradas no futuro. Sentimos que há uma inevitabilidade para a nuvem pública. É o futuro claro de sites como o nosso. A migração trata de equilibrar sua capacidade de construir coisas agora e o custo de migrar mais tarde. Agora parece ser o momento perfeito".

Fonte: Venture Beat

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