Homem é preso nos EUA após ameaçar funcionários do YouTube em comentários

Por Natalie Rosa | 22 de Maio de 2019 às 17h34
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Um homem foi preso no último sábado (18) no estado de Utah, nos Estados Unidos, depois de ameaçar funcionários do YouTube de morte. David Levon Swanson, de 35 anos, havia deixado uma série de comentários na plataforma em três vídeos diferentes nos últimos oito meses.

Depois de ser preso sob acusação de ameaças de terrorismo, um crime de segundo grau, David foi liberado após pagar a fiança de US$ 100 mil.

O primeiro comentário de conteúdo ameaçador aconteceu em setembro do ano passado em um vídeo do youtuber Logan Paul. "A única coisa que vem depois da morte do YouTube é um funeral para todos os executivos que foram assassinados por direito", disse David.

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Três meses depois, em dezembro de 2018, o acusado comentou em um vídeo sobre quatro grandes empresas de tecnologia (Amazon, Facebook, Google e Twitter) o seguinte: "A única esperança de não ter seus executivos abatidos por uma arma é limpar suas ações e começar a seguir o espírito da constituição dos Estados Unidos".

David Levon Swanson (Reprodução: Utah County Sheriff's Office)

David também deixou um comentário em um vídeo do youtuber Pewdiepie, no mês passado, em que o criador pedia que parassem de usar o meme "Subscribe to Pewdiepie", usado pelo atirador da Nova Zelândia que matou 51 pessoas.

"Na verdade é porque os capangas do YouTube acham que a ideologia deles conquistou mais uma vitória. Eles enxergam Pewds como alguém que está se distanciando da religião em que eles acreditam (esquerdismo) e trazendo milhões com ele. Não estou dizendo que os funcionários do YouTube precisam morrer, mas sei que eles são, pelo menos, tão malignos quanto qualquer um dos piores grupos da história porque seus corações são malvados e, por acaso, estão usando o poder da fala como arma. Eles não duram mais muito tempo", comentou Dave.

Pewdiepie (Imagem: Reprodução)

Em outro comentário deixado no mesmo vídeo, ele disse que suas ameaças seriam colocadas em prática. "Quando eu visitar seu campus em duas semanas, eu vou poder atirar em qualquer funcionário que esteja saindo, dentro da conveniência do meu carro, porque a Primeira Emenda me permite fazer isso", ameaçou Swanson.

De acordo com o departamento de polícia local, o acusado se defendeu afirmando que se referia a filmar com uma câmera ou com o celular, e não usando o termo "shoot" como atirar com uma arma. No entanto, ele admitiu possuir um revólver.

"A nossa principal prioridade é proteger a segurança e bem-estar de todos que trabalham no YouTube", disse um porta-voz da plataforma de vídeos. "Nossa equipe de segurança está ciente dessa ameaça e está trabalhando de perto com as autoridades para monitorar a situação", completou.

Em sua conta no YouTube, Swanson assinava canais de grupos armados e autoproteção, além de canais de personalidades conservadoras, como The Dave Ramsey Show, Vincent James Foxx, Red Elephants e Gavin McInnes.

O acusado também criou playlists de vídeos que fazem piadas com transsexuais, feminismo, reparações com a escravidão, além de listas de reprodução intitulada "O começo do fim". Ele ainda aparece em diversos vídeos virais não-políticos do YouTube, inclusive uma recriação de uma cena de perseguição do Mad Max feitos com go-karts, que conta com mais de oito milhões de visualizações.

Swanson se recusou a falar sobre a prisão e o motivo das ameaças.

Fonte: CNBC

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