Executivo do Facebook apoia verificar perfis de personagens virtuais
Por Munique Shih • Editado por Douglas Ciriaco |

Com o crescimento da recente tendência do metaverso e o aumento da popularidade de influenciadores virtuais feitos com computação gráfica (CGI), um executivo da Meta disse que apoia a verificação dos perfis — o famoso tique azul que adiciona legitimidade ao criador — desses personagens no Instagram.
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Para o chefe de inovação e soluções para criadores da Meta, Beck Owens, o Instagram pretende apoiar a expansão dessa tendência, independente das implicações. Para ele, os influenciadores virtuais são únicos na forma como se conectam ao público considerando que misturam a história e a fantasia da ficção com o engajamento.
“Na Meta, estamos explorando como esse novo capítulo do marketing de influenciadores pode evoluir — tanto para o bem quanto para o mal — para ajudar as marcas a navegar pelos dilemas éticos desse meio emergente” disse Owens.
Os influenciadores virtuais vão desde os chamados humanos digitais, personagens criados com inteligência artificial capazes de transmitir empatia e emoções cada vez mais próximas de um ser humano real, até personagens que se parecem com uma salsicha animada, por exemplo.
De acordo com o site Virtual Humans, 35 influenciadores de computação gráfica já ganharam seus selos de verificação no Instagram, alguns deles incluem a Lu do Magalu, a modelo digital Lilmiquela, o avatar das Casas Bahia, Baianinho, e o personagem feito em animação em 3D Nobody Sausage.
Mesmo não sendo “pessoas reais”, nenhum perfil viola os termos de serviço do Instagram, visto que uma conta verificável deve “representar uma pessoa real, empresa registrada ou entidade”, de acordo com as próprias diretrizes da rede social.
"Os influenciadores virtuais são um fenômeno em rápido crescimento. O que antes parecia um meio de expressão emergente de repente se tornou o centro de nossas experiências digitais. E à medida que entramos no metaverso, isso só vai ficar maior", segundo Owens.
Influenciadores virtuais ganham espaço
De acordo com o HypeAuditor, no Instagram, personagens gerados por computação gráfica obtêm, em média, taxas de engajamento até três vezes maiores do que influenciadores humanos por serem “diferenciados” — o que atrai mais atenção do público.
O crescimento de influenciadores virtuais em CGI mostra que as plataformas estão adotando novas formas de engajamento. Eles abrem uma possibilidade maior na mudança de aparência e personalidade sem os criadores precisarem alterar drasticamente seus "eus humanos" ou situações financeiras.
Além disso, diversas empresas têm aderido à tendência também. A Coca-Cola e a Louis Vuitton, por exemplo, “contrataram” personagens do jogo Final Fantasy para promoverem suas marcas. Outra companhia que aderiu ao movimento foi a Balmain, que apresentou suas modelos digitais em CGI, Margot, Shudu e Zhi em 2018.
Com a popularização dessa tendência, discussões sobre a ética em relação ao uso de personagens virtuais como porta-vozes das marcas também têm se tornado importantes, mas ainda é cedo para chegar a uma conclusão. Contudo, é provável que mais influenciadores virtuais surjam nos próximos anos.
Fonte: Virtual Humans, Futurism