Crianças brasileiras estão entre as que mais acessam a internet, revela pesquisa

Por Redação | 19 de Agosto de 2015 às 09h27
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De acordo com o relatório comparativo "Crianças, adolescentes e internet: uma análise comparativa entre o Brasil e sete países europeus", produzido a partir de pesquisas entre as regiões participantes, os brasileiros têm presença significativa nas redes sociais em comparação a países como Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Reino Unido.

Os dados do Brasil são referentes à pesquisa TIC Kids Online Brasil – conduzida entre 2013 e 2014 – realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Para o levantamento brasileiro, foram entrevistadas 2.261 crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos, que são usuárias de internet. Os dados europeus foram produzidos pelo projeto Net Children Go Mobile e tiveram como base os mesmos perfis de entrevistados.

No Brasil, uma em cada três crianças acessam a rede por gadgets, percentual superior ao de países como Romênia (15%), Irlanda (13%), Portugal (13%) e Bélgica (11%). Segundo as informações divulgadas, os brasileiros têm menor acesso à rede no ambiente escolar, porém estão à frente de outros países quanto ao acesso a dispositivos móveis e redes sociais na faixa etária dos 9 aos 10 anos de idade.

No ambiente escolar, o acesso à internet é limitado a apenas 36% das crianças brasileiras. A proporção é inferior aos dados registrados na maioria dos países europeus envolvidos no levantamento. "Em vez de restringir o acesso à internet, as escolas brasileiras deveriam valorizá-lo e investir nessa tecnologia, permitindo que as crianças explorem plenamente o potencial da internet e sejam capacitadas para o seu uso seguro", comentou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Uma das atividades mais citadas por crianças e adolescentes entre 11 e 16 anos é assistir vídeos online. No Brasil, as crianças de 9 e 10 anos são mais presentes em redes sociais (52%), sendo que 78% possuem um perfil próprio. Além disso, grande parte dos jovens brasileiros valoriza ter um número relevante de contatos online e demonstra pouca preocupação sobre a manutenção de perfis públicos – 42% dos usuários possuem perfil restrito – nessas redes.

Por outro lado, o acesso à internet em ambientes privativos é uma prática comum, visto que 56% das crianças brasileiras estão conectadas. Na Dinamarca, o percentual é de 85%, enquanto o Reino Unido registra 70%, Itália e Romênia 69% e Irlanda e Portugal aparecem com 60%.