BNDES propõe estudo sobre Internet das Coisas para subsidiar políticas públicas

Por Redação | 30.03.2016 às 20:55

Através de uma chamada pública, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável por escolher propostas para a realização de um amplo estudo técnico de diagnóstico e sugestão de políticas públicas no tema Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

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Com a meta de instigar o diálogo e a cooperação entre empresas, poder público, universidade e também centros de pesquisa, o processo será apoiado com recursos não reembolsáveis do Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES (formado por parcela dos lucros do Banco).

Para conquistar um panorama sobre o tema no Brasil, foi fundamental a parceria entre BNDES e Ministério das Comunicações. Sem o intuito de limitar os resultados, a ideia é que o estudo também avalie o estágio e as perspectivas de implantação da IoT no País e no mundo. Baseados nisso, deverão propor políticas públicas que potencializem tanto os benefícios para a sociedade brasileira, quanto impactos econômicos, tecnológicos e produtivos.

Um plano de ação, com cronograma para cinco anos (2017 a 2022), que aponte objetivos, metas e ações a serem empreendidas deverá ser o produto final elaborado pelo BNDES. O objetivo é ser referência para iniciativas concretas, que acelerem a implantação de soluções em IoT nas áreas que o estudo virá a selecionar, detectando as questões mais relevantes – tecnológicas, regulatórias e institucionais – a serem superadas.

Para a assessora da presidência do BNDES, Margarida Baptista, a Internet das Coisas pode servir como instrumento fundamental para o aumento da produtividade e competitividade em commodities, setores tradicionais da economia. Ela garante que o tema tem toda a atenção do banco, que já lançou linha de financiamento específica: "É um mercado enorme e que gerará oportunidades imensas, especialmente para empresas inovadoras nascentes". Ela citou ainda um estudo que prevê que 50% de inovações nesse ramo sejam produzidas por empresas com menos de três anos de vida. "Para que o País não siga apenas como um mero consumidor, precisa pensar em como aproveitar oportunidades para gerar valor e empregos de alta capacitação", disse a assessora.

Via Teletime