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Symantec descobre agente que sequestra IAs para disparar 100 mil ataques hacker sozinho

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cibersegurança inteligência artificial
Reprodução/Teiss

Os pesquisadores da Symantec descobriram um agente de inteligência artificial (IA) que consegue executar ciberataques de forma autônoma, sem intervenção humana. A ferramenta usa uma técnica conhecida como LLMjacking para sequestrar modelos de IA expostos na internet e realizar até 100 mil ações maliciosas, como procurar alvos, explorar falhas de segurança, roubar senhas e instalar mineradores de criptomoedas.

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Os ataques foram descobertos a partir de um experimento honeypot de IA, sistema que simula um serviço desprotegido para atrair ataques e poder analisar as técnicas usadas pelos invasores. De acordo com o relatório publicado hoje (11), a armadilha teve mais de 127 mil requisições externas, vindas de dezenas de milhares de endereços IP. Com isso, a equipe Symantec Threat Hunter também conseguiu capturar as instruções completas do agente e mapear seu funcionamento.

A ferramenta recorreu à técnica conhecida como LLMjacking, que consiste no uso não autorizado de modelos de linguagem de grande porte (LLMs) expostos na internet. O agente procura servidores de IA, estruturas de hospedagem própria, gateways e serviços ligados ao protocolo MCP para usar a capacidade computacional de terceiros sem pagar pelo processamento.

Com isso, os criminosos transferem os custos de uso dos modelos para as vítimas e reduzem o risco de identificação por meio de suas próprias contas, que poderiam ser bloqueadas pelos provedores.

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As instruções interceptadas incluem cerca de 74 ferramentas para mapear redes, explorar estruturas web, extrair bancos de dados, roubar senhas e controlar redes de dispositivos infectados, conhecidas como botnets. Para driblar as proteções dos modelos comerciais, o agente também usa instruções em camadas que disfarçam ações maliciosas, como a coleta de credenciais, sob a aparência de tarefas legítimas de desenvolvimento de software.

Uma das requisições analisadas pelos pesquisadores incluía um código disfarçado para instalar um programa que usa o computador infectado para minerar a criptomoeda Monero. O script também escondia o programa e apagava os registros de atividade do sistema para dificultar a identificação do ataque.

IA assume o planejamento dos ataques

Segundo a Symantec, as técnicas identificadas não são novas. O principal problema está na integração de diferentes recursos em um único agente que consegue planejar e executar ataques de forma independente. Em vez de tentar convencer chatbots públicos a produzir conteúdo malicioso por meio de engenharia de prompt, os criminosos conectaram modelos de IA a ferramentas de ataque. 

Nesse sistema, a IA planeja as etapas e define como atingir o objetivo, e as ferramentas especializadas realizam as operações técnicas. Assim, o criminoso pode estabelecer uma meta e deixar que o agente coordene as tarefas seguintes sem precisar aprovar cada etapa.

A automação também reduz o conhecimento técnico necessário para conduzir campanhas de exploração em larga escala. Segundo a análise da Symantec, a combinação de planejamento por IA e ferramentas ofensivas amplia a capacidade de executar operações complexas com pouca supervisão humana.

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