Primeira IA desenvolvedora de jogos de videogame é testada nos EUA

Primeira IA desenvolvedora de jogos de videogame é testada nos EUA

Por Rafael Rodrigues da Silva | 11 de Setembro de 2018 às 08h57
Vadymvdrobot/Depositphotos

Um dupla de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia pode ter criado uma nova forma de desenvolver jogos de videogame.

Em um artigo intitulado Automated Game Design via Conceptual Expansion ("Game Design Automatizado por Expansão Conceitual", em tradução livre), Matthew Guzdial e Mark Riedl explicam como um método baseado em aprendizado de máquina (machine learning) pode criar jogos, inspirados por outros já existentes, de forma automática.

De acordo com o artigo, essa IA baseia o trabalho em um vídeo de gameplay de um jogo junto com a spritesheet desse mesmo jogo (uma spritesheet é um compilado de todas as imagens existentes em um jogo, incluindo imagens do plano de fundo, sequências de animação dos personagens e componentes usados na criação das fases). O programa, então, processa as imagens do vídeo e as compara com a base de dados da spritesheet, determinando quais sprites são utilizados em cada quadro do jogo e como é o design básico da fase e as regras básicas do jogo.

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Os resultados são condensados em algo que os pesquisadores chamam de “game graph”, que contém todas as informações básicas sobre o design das fases e regras de gameplay daquele jogo. A partir desse ponto, qualquer pessoa pode utilizar esse “game graph” para criar um nova fase para aquele jogo. Essa criação é feita completamente pela máquina, de modo automático, e não é necessário nenhum conhecimento em programação para isso.

Fase de Megaman criada com elementos de Mario e Kirby (Captura: Matthew Guzdial and Mark Riedl/Automated Game Design via Conceptual Expansion)

Para demonstrar a eficácia da ferramenta, os desenvolvedores utilizaram com base três jogos de NES: Mega Man, Super Mario Bros e Kirby’s Adventure. O experimento deveria criar um novo jogo com um gameplay parecido com o de Mega Man, mas que utilizaria apenas elementos de Super Mario Bros e Kirby’s Adventure — e, após isso, mudar a ordem dos jogos utilizados para a criação. Em todas as possibilidades testadas, em apenas uma delas a fase criada deixou a desejar para métodos de criação de fases preexistentes.

A ferramenta ainda está muito longe de substituir de vez a mão-de-obra humana no desenvolvimento de jogos, mas a ideia de seus criadores é aprimorá-la com o intuito de democratizar o mercado de jogos, permitindo que até as pessoas que não possuem nenhuma habilidade de programação consigam criar seus próprios jogos de videogame.

Fonte: The Next Web

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