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Por que a Meta é contra proibir modelos chineses de IA nos EUA?

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Marcelo Fischer/Canaltech

O governo dos Estados Unidos considera banir o acesso a modelos de IA chineses no país, mas a medida não é aprovada pelo CEO de uma das principais Big Techs da Terra do Tio Sam. Mark Zuckerberg, da Meta, se posicionou de forma contrária à decisão.

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Em entrevista ao jornal Financial Times, o executivo disse que a medida não seria “uma solução eficaz” no mercado. No lugar disso, defende que o ideal seria procurar sistematicamente por gargalos e obstáculos nos competidores chineses.

Zuckerberg recentemente publicou uma coluna de opinião no Wall Street Journal para defender um ideal de “IA para todos”, com apoio aos modelos de código aberto (normalmente usados pelas empresas chinesas). 

O texto alerta para um risco de “centralizar” a tecnologia nas mãos de poucos grupos — provável indireta para concorrentes como OpenAI e Anthropic, que usam modelos fechados, enquanto a Meta desenvolve LLMs de código aberto.

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Situação crítica entre EUA e China

Os atritos comerciais entre Estados Unidos e China não fogem do mercado de IA: o governo do presidente Donald Trump considera aplicar sanções contra o uso de modelos de inteligência artificial do rival asiático no país.

A acusação da alta cúpula do governo é de que as IAs chinesas seriam treinadas com base nos modelos estadunidenses. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chegou a mencionar “roubo de propriedade intelectual” como uma das motivações após o lançamento do modelo Kimi K3, da Moonshot AI.

O país recentemente baniu até a importação de robôs aspiradores de outros países (com foco na China) com receio de espionagem a partir dos sensores e outras preocupações de segurança nacional.

Por outro lado, vale destacar que as IAs chinesas ganham cada vez mais adesão por empresas no mundo todo, impulsionadas pelo custo-benefício e desempenho similar ao de rivais dos EUA.

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