O que é o Muse Spark? Aprenda a usar a nova IA da Meta
Por Viviane França • Editado por Jones Oliveira |
:quality(85)/bfc4dc6a-70bc-48b4-b21a-da03e7fddbd1.png)
O Muse Spark é o modelo de inteligência artificial da Meta, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs (MSL) para servir como uma das principais bases da Meta AI. A tecnologia foi criada com foco em velocidade, raciocínio e compreensão de diferentes tipos de conteúdo, como textos e imagens.
A proposta da Meta é usar o modelo para tornar a Meta AI mais útil em situações do dia a dia. O Muse Spark já começou a ser incorporado a produtos como WhatsApp, Instagram, Messenger e Threads, além dos óculos inteligentes da empresa. A IA também consegue trabalhar com informações visuais e executar tarefas complexas a partir de comandos do usuário.
O modelo também consegue dividir tarefas complexas entre diferentes agentes de IA, que trabalham ao mesmo tempo e depois juntam os resultados. Ele também pode ser usado para programação, com uma versão que tem contexto de até 1 milhão de tokens.
O que é o Muse Spark?
O Muse Spark é um modelo de inteligência artificial da Meta, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs (MSL). Ele inaugura a família de modelos Muse e foi criado para servir como uma das bases da Meta AI.
O modelo foi desenvolvido para compreender diferentes tipos de informação e realizar tarefas que vão desde interações por texto e voz até atividades que exigem raciocínio avançado. A proposta da Meta é usar o Muse Spark como parte da evolução de seus sistemas de inteligência artificial.
Como o Muse Spark funciona?
O Muse Spark foi desenvolvido para lidar com diferentes tipos de informação e tarefas. Para isso, combina pré-treinamento multimodal, aprendizado por reforço e raciocínio em tempo de teste, técnicas que ajudam o modelo a interpretar conteúdos variados e dedicar mais processamento a problemas que exigem respostas elaboradas.
Essa abordagem também está relacionada à sua capacidade multimodal. O Muse Spark consegue interpretar textos, imagens e ter uma percepção visual do mundo ao redor em tempo real. Depois, o modelo usa essas informações para produzir respostas contextualizadas.
No aplicativo Meta AI, isso inclui uma conversação por voz mais fluida, na qual o usuário pode interromper a IA, mudar de assunto ou trocar de idioma durante a conversa. O app também conta com a IA ao vivo (Live AI), que usa a câmera do celular para analisar o ambiente em tempo real e responder perguntas sobre o que aparece na tela.
A capacidade de raciocínio fica mais evidente no Modo de Pensamento, que pode dividir uma tarefa entre vários subagentes. Em uma pesquisa sobre viagem, por exemplo, um agente pode montar o roteiro, enquanto outros comparam destinos e procuram atividades. Depois, o sistema reúne as informações em uma única resposta.
A percepção visual também ganha espaço nos óculos inteligentes da Meta. Como a IA consegue interpretar o que é captado pela câmera, o usuário pode fazer perguntas sobre objetos e situações ao redor sem precisar descrevê-los manualmente.
O Muse Spark também foi preparado para tarefas de programação. A versão Muse Spark 1.2 é otimizada para coding e conta com uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens, o que ajuda a lidar com grandes volumes de informação em tarefas mais longas.
Essas capacidades também são usadas em recursos de compras da Meta AI. A ferramenta pode reunir produtos do Facebook Marketplace e de outras fontes e organizar as opções com base em critérios, como preço, estilo e distância.
Como acessar o Muse Spark?
O Muse Spark está integrado aos produtos da Meta. O acesso acontece principalmente pelo aplicativo Meta AI (Android | iOS) e pelo site (meta.ai), além de WhatsApp, Instagram, Messenger e Threads.
Nas redes sociais, é possível interagir com o Muse Spark por meio de um chat privado com a Meta AI dentro de conversas em grupo. Para isso, basta tocar no ícone da Meta AI para abrir a conversa e receber respostas com base no contexto daquele grupo.
No Threads, também é possível marcar @meta.ai em posts e respostas para interagir com o modelo. Já nos óculos Ray-Ban Meta e Oakley Meta, o modelo aparece em recursos de voz e percepção visual. Para desenvolvedores, a Meta Model API está disponível em prévia privada para parceiros selecionados.
Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como criar prompts eficazes para ter boas respostas da Meta AI”.