Nova IA da Amazon melhora a conversão de texto em voz no português brasileiro

Por Claudio Yuge | 30 de Novembro de 2019 às 17h00
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Os assistentes digitais turbinados pela inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina invadiram quase todos os dispositivos que usamos atualmente. E, embora eles consigam realizar tarefas cada vez mais complexas, a maioria ainda possui muitas limitações para compreender o que falamos no português brasileiro. As gigantes sabem disso e agora a Amazon Web Services (AWS) anuncia uma solução que pode ser um divisor de águas para essa ferramenta em nosso idioma.

A Camila é a primeira voz neural tupiniquim do Amazon Polly, serviço de conversão de texto em voz baseado na tecnologia Neural Text to Speech (NTTS), que otimiza a identificação de pontuações e oferece melhor fluência dos textos — tudo com uma voz humanizada, especialmente útil para as mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual e 11,3 milhões de analfabetos no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Como funciona?

Bem, o Amazon Polly é um recurso pago da plataforma em nuvem AWS e pode ser usado por todos os assinantes, assim como o Amazon Translate, que traduz conteúdo online. Além do português, é possível usá-lo para conversões em inglês e espanhol. A IA faz uma leitura do material e sintetiza o que reconheceu, separando em sílabas.

A partir daí, a seleção é relacionada com fonemas e tudo é conectado com base no que os algoritmos já aprenderam — e continuam se aprimorando — para construir as sentenças de forma sonora. Normalmente, o que sai soa muito mecânico. E aí é que a Camila se destaca, pois ela possui uma camada extra de IA capaz de reduzir os intervalos e ajudar no reconhecimento dos timbres, de uma maneira mais natural.

Algumas empresas nacionais vêm aplicando a novidade, como é o caso da Audima, startup que busca inclusão digital para pessoas com limitações visuais e de leitura. Com isso, órgãos do governo e instituições, a exemplo do Arquivo Nacional do Ministério da Justiça, o Instituto Ronald McDonald e o Portal Minha Vida podem oferecer o conteúdo de seus sites usando a Camila. E a ideia é que outros grupos passem a usar muito em breve.

Fonte: Amazon  

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