Google não pretende renovar parceria de inteligência artificial com o Pentágono

Por Wagner Wakka | 01 de Junho de 2018 às 18h30
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Dois dias depois de informar que estava criando diretriz para regular parcerias de inteligência artificial com militares, a Google informou que não vai renovar contratos com o Pentágono para parceria. A gigante tecnológica passa por momento delicado ao colaborar com ferramentas de reconhecimento de imagens para o projeto Maven, iniciativa do Pentágono para vigilância pública por meio de fotos e vídeos captados por drone.

O Gizmodo teve acesso a três fontes que confirmaram a informação. Em reunião nesta sexta (1) com investidores, a CEO da Google Cloud, Diane Greene, informou que o atual contrato vai até 2019 e que não há intenção de renová-lo.

A Google passa por problemas internos desde que a notícia da parceria foi revelada no começo de março deste ano. Um e-mail interno informava sobre a parceria. Segundo fontes, nesta lista de e-mails houve discussão sobre se o projeto fere questões éticas de desenvolvimento e uso de machine learning.

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Em seguida, parte dos funcionários deixou clara a insatisfação da proximidade com projetos militares. Em abril, 3 mil funcionários assinaram uma carta ao CEO Sundar Pichai informando sobre o fato de que a empresa não tem histórico no assunto e que já havia recusado projetos similares. O pedido era de que o CEO não realizasse a parceria.

O ápice da questão foi quando 12 funcionários pediram demissão da empresa, no início de maio. A alegação era de que a Google estava sendo cada vez menos transparente sobre como estava compartilhando a tecnologia com militares. A participação da Google no processo era a de fornecer tecnologias para reconhecimento de imagem, oferecendo APIs TensorFlow para ajudar na detecção, o que a empresa considerava um uso “não agressivo”.

Com a informação desta sexta, é possível que a Google não aceite mais projetos deste tipo. Entretanto, a gigante não confirmou oficialmente a decisão.

Fonte: Gizmodo

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