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Golpe de um clique: falha no ChatGPT expunha conversas privadas em 4 segundos

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Viviane França/Canaltech

O ChatGPT tinha uma falha de segurança na versão web do aplicativo, que permitia que invasores acessassem conversas privadas, arquivos enviados e dados das contas dos usuários com um simples clique em um link. A falha, descoberta pela empresa de segurança Parameter, podia ser explorada em apenas 4,5 segundos e não precisava de downloads, comandos ou autorização de aplicativos. Para o ataque funcionar, a vítima precisava estar conectada à plataforma durante a navegação.

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O ataque começava com o envio de links para conversas públicas do ChatGPT por e-mail, redes sociais ou mensagens privadas. Apesar da aparência inofensiva, os endereços acionavam um código malicioso executado sob o domínio oficial chatgpt.com. Com as mesmas permissões da página, o script conseguia consultar o histórico de conversas, ler mensagens antigas, acessar documentos anexados e modificar configurações da conta em segundo plano.

A vulnerabilidade explorava uma falha na biblioteca de código aberto MathLive, usada pelo ChatGPT para mostrar gráficos matemáticos interativos e teclados virtuais. O recurso de prévia de HTML da plataforma aceitava mensagens sem verificar a origem do conteúdo ou filtrar os blocos de código recebidos.

A OpenAI tinha regras para bloquear a execução de códigos de terceiros, mas abria exceções para serviços parceiros considerados confiáveis, como o YouTube. Os pesquisadores aproveitaram essa brecha e usaram uma resposta da plataforma de vídeos como intermediária para rodar o script malicioso e enviar trechos das conversas dos usuários a um servidor fora da plataforma.

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OpenAI já corrigiu a falha?

Sim. A OpenAI recebeu o alerta em 18 de outubro e conseguiu reproduzir o ataque em um ambiente controlado. Depois, elevou a classificação de gravidade do incidente de P2 para P1, o nível máximo de prioridade, e implementou as correções nos servidores entre 22 e 26 de outubro. Os pesquisadores responsáveis pela descoberta receberam uma recompensa de US$ 5 mil.

A equipe responsável pela MathLive também lançou uma atualização da biblioteca. A nova versão agora verifica a origem das mensagens por padrão e bloqueia comandos enviados por telas externas.

Segundo os pesquisadores, não há indícios de que a vulnerabilidade tenha sido explorada contra usuários comuns. Os testes ocorreram apenas entre contas controladas pelos próprios especialistas em segurança. Como a OpenAI corrigiu o problema nos servidores da plataforma, os usuários não precisam trocar senhas ou alterar configurações das contas.

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