Em breve a forma que você usa o ChatGPT e Gemini pode mudar drasticamente
Por Viviane França |

O Google está preparando uma mudança importante na forma que os usuários interagem com o Gemini, com a introdução de limites explícitos de uso e um novo plano intermediário de assinatura. Segundo informações do 9to5Google, a empresa trabalha no Google AI Ultra Lite, além de um sistema com painel de “orçamento de tokens” para acompanhar o consumo.
- Por quanto tempo você consegue usar as IAs de graça?
- GPT-5.1 é gratuito? Entenda limites de uso do modelo no ChatGPT
As evidências apareceram no código do aplicativo do Gemini para macOS, o que indica que a novidade ainda está em fase de preparação interna e não foi lançada oficialmente. Mesmo assim, o vazamento reforça que o Google quer deixar para trás a ideia de IA “ilimitada” e adotar um modelo mais parecido com cotas e pacotes de consumo.
A mudança segue uma tendência do mercado. ChatGPT e Claude também estão ajustando limites de uso, preços e acesso a modelos mais avançados. Isso porque tarefas pesadas, principalmente as de programação e agentes de IA, gastam muito processamento e deixam a operação mais cara — puxada por custos altos com clusters de GPUs, consumo constante de energia e a infraestrutura necessária para entregar respostas em tempo real.
Esse aumento de demanda também tem um contexto interno forte no Google. O cofundador Sergey Brin estaria liderando uma espécie de força-tarefa para melhorar radicalmente a capacidade do Gemini em programação. Se a iniciativa avançar, a expectativa é que o consumo de tokens por desenvolvedores cresça muito, tornando inevitável a criação de novas camadas de assinatura e ferramentas mais rígidas de controle.
Com isso, em vez de tratar a IA como um bate-papo infinito, os usuários terão que ser mais estratégicos com os prompts e guardar pedidos pesados para tarefas que realmente importem — um movimento parecido com o que aconteceu no streaming, que oferecia muito no começo e depois começou a apertar regras e preços para sustentar o modelo.
Afinal, o que vai mudar no Gemini?
A reformulação do Gemini deve se apoiar em três pilares: um novo plano de assinatura, monitoramento detalhado de consumo e limites mais claros para uso de modelos avançados.
O primeiro ponto é a criação do plano AI Ultra Lite, que deve preencher o espaço entre o Gemini Pro (US$ 20/mês) e o Ultra (US$ 250/mês), oferecendo mais margem de uso e acesso ampliado a recursos avançados sem exigir o valor extremo do Ultra. Internamente, o plano aparece com o codinome “Neon” e deve mirar a faixa dos US$ 100, valor que a OpenAI e Anthropic já têm ofertas similares.
O segundo pilar é um sistema de controle baseado em tokens. O Google estaria preparando uma página dedicada, possivelmente em gemini.google.com/usage, onde o assinante acompanha o consumo em tempo real. O modelo deve incluir limites por janelas de tempo (como a cada cinco horas), limites semanais e a opção de “créditos extras” para continuar usando além da cota padrão.
O terceiro pilar é o que acontece quando o usuário chega perto do limite. O Gemini pode reduzir o desempenho automaticamente, com respostas mais curtas, lentas ou trocando para modelos mais simples, seguindo uma lógica de “franquia” parecida com planos de internet. Além disso, os limites também devem variar conforme o uso de ferramentas avançadas e recursos específicos, como o Deep Research, ajustando o consumo ao perfil de cada pessoa.
Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber quanto custa assinar todas as IAs no Brasil.