Cientistas treinam inteligência artificial para prever a idade humana

Cientistas treinam inteligência artificial para prever a idade humana

Por Natalie Rosa | 17 de Dezembro de 2020 às 18h19
Pixabay

A empresa Deep Longevity, de Hong Kong, que usa a inteligência artificial para rastrear o envelhecimento humano, acaba de lançar um estudo sobre os primeiros relógios de envelhecimento que analisam e interpretam fatores psicossociais relacionados ao processo de envelhecer com base em IA.

A equipe de pesquisadores conta que os humanos passam pelos mesmos processos de vida que os animais — nascer, crescer, gerar outros humanos, adoecer e morrer —, mas são a única espécie com inteligência para mudar seus comportamentos, crenças, prioridades e atitudes durante a vida. Estudos anteriores já demonstraram que a vida humana pode ser manipulada e afetar o comportamento.

Então, para entender melhor os conceitos que definem o envelhecimento psicológico e a percepção da idade, os cientistas da Deep Longevity desenvolveram o relógio de envelhecimento baseado na metilação do DNA, um tipo de modificação química que pode ser herdada e removida. O relógio foi treinado para prever a idade humana com uma margem de erro de três anos, sendo mais preciso que qualquer outro sistema do tipo.

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Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay

O sistema consegue detectar, por exemplo, que mulheres com câncer de ovário são, em média, 1,7 ano mais velhas que mulheres saudáveis e com a mesma idade cronológica. Pessoas que sofrem de esclerose múltipla, da mesma forma, são 2,1 anos mais velhas que pessoas saudáveis. A companhia conseguiu também obter resultados parecidos com outras condições, como obesidade, demência e até síndrome do intestino irritável.

Os resultados do estudo mostraram que as previsões mais altas de idade revelam um envelhecimento mais rápido em suas condições. A inteligência artificial é capaz de simular efeitos do jejum, a ingestão de suplementos de longevidade, atividade física, além de outros tipos de mudança no estilo de vida. Agora, o próximo passo do estudo é explorar como o envelhecimento epigenético pode ser desacelerado com intervenções disponíveis aos consumidores.

Fonte: NewsMedical, EurekAlert  

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