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Rússia usa armas a laser na guerra contra a Ucrânia

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Reprodução/YouTube
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A Rússia começou a usar uma nova geração de armas a laser na guerra contra a Ucrânia. Um porta-voz do governo russo afirmou que o armamento é capaz de “queimar” os drones fornecidos pelo Ocidente ao país vizinho em pleno voo e com precisão milimétrica.

Segundo especialistas, pouco se sabe sobre esse novo arsenal bélico do presidente Vladimir Putin apelidado de Peresvet — uma homenagem ao monge ortodoxo medieval Alexander Peresvet, que morreu como herói durante a Batalha de Kulikovo em setembro de 1380.

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“A Peresvet já está sendo amplamente implementada e também poderá ser usada para cegar satélites a uma distância de até 1.500 km acima da Terra”, afirmou o vice-primeiro-ministro encarregado do desenvolvimento militar da Rússia, Yury Borisov, durante uma conferência em Moscou.

Zadira

Outra arma a laser chamada Zadira também está sendo testada pelo governo na guerra conta a Ucrânia. Segundo Borisov, um protótipo militar conseguiu destruir um drone inimigo a 5 km de distância em apenas cinco segundos logo após o seu lançamento de uma base na fronteira ucraniana.

Quase nada é conhecido publicamente sobre a Zadira, mas em 2017 a imprensa russa disse que uma corporação nuclear estatal ajudou a desenvolvê-la como parte de um programa para criar princípios físicos baseados em armas autônomas que pudessem atingir alvos móveis à longa distância.

"Se a Peresvet consegue cegar um satélite, a nova geração de armas a laser chamada Zadira leva à destruição física do alvo. É uma aniquilação térmica, elas literalmente queimam em questão de segundos", acrescentou Borisov em uma entrevista para emissora de TV estatal russa.

Combinação perfeita

Para especialistas em combate, a combinação de armamentos como a Peresvet e a Zadira pode ter um impacto significativo nas estratégias de guerra. Enquanto um é usado para cegar satélites que monitoram mísseis balísticos intercontinentais que carregam armas nucleares, o outro é capaz de abater ameaças físicas com tempo de resposta extremamente reduzido.

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Usar lasers potentes para atrapalhar o funcionamento de satélites já foi uma fantasia digna dos filmes de ficção científica, mas os Estados Unidos, a China e a própria Rússia vêm trabalhando em variantes reais dessas armas de alta precisão há anos.

“Acabo de voltar de Sarov, nosso centro de pesquisa de armas nucleares e posso dizer que essa nova geração de armamentos a laser está usando uma ampla faixa eletromagnética que, em breve, vai substituir todas as nossas armas convencionais. Esta não é uma ideia exótica, é a mais pura realidade”, declarou Yury Borisov.

Fonte: U.S.News