Próximo Adobe Photoshop pode te ajudar a desmascarar imagens manipuladas

Por Ramon de Souza | 13 de Agosto de 2020 às 23h45
S. Hermann & F. Richter
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Durante anos, a missão da Adobe com seu famoso software Photoshop foi permitir que qualquer pessoa criasse imagens manipuladas digitalmente com facilidade e profissionalidade. Porém, percebendo que tal atividade pode ser usada para fins malignos, a própria companhia agora está promovendo uma iniciativa com o objetivo de frear a disseminação de fotografias distorcidas ou compartilhadas fora do contexto original.

Batizado de Iniciativa de Autenticidade de Conteúdo (Content Authenticity Initiative ou CAI, no original em inglês), o movimento propõe embutir, diretamente nas “estranhas” de uma foto, uma série de metadados protegidos com criptografia. Isso inclui o nome do fotógrafo, quando a foto foi registrada, a localização exata do retrato e até mesmo o nome de todas as pessoas que fizeram alguma edição naquele documento.

Por conta disso, as próximas versões do Photoshop serão integradas com esse sistema, adicionando toda e qualquer modificação em uma imagem — incluindo uma simples correção de cor — em um log contínuo e altamente protegido contra eventuais falsificações. Vale lembrar que, hoje em dia, os metadados EXIF (criados automaticamente por câmeras digitais) podem ser facilmente apagados com a ajuda de soluções específicas.

Obviamente, para que o CAI tenha o efeito proposto, será necessário que diversas áreas da indústria adotem o padrão de maneira ampla — o que inclui fabricantes de dispositivos fotográficos, desenvolvedores de softwares de edição e até mesmo redes sociais e veículos de mídia, que poderão incorporar algoritmos para detectar de forma automática se aquela suposta foto de um recente protesto foi registrada a anos atrás.

Imagem: Divulgação/Adobe

Também existem algumas brechas que a Adobe e seus parceiros (a iniciativa conta com o apoio do Twitter, da BBC e do The New York Times) terão que se preocupar, como a possibilidade de um fraudador simplesmente fazer uma captura de tela para criar uma cópia da imagem original ou até mesmo tirar uma foto da tela de seu próprio computador para replicar um retrato com metadados. De qualquer forma, a campanha é válida, sendo um tanto interessante observar seu desenvolvimento.

Fonte: Gizmodo, Content Authenticity Initiative

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