NVIDIA: supercomputador quer ampliar entendimento sobre câncer e outras doenças

Por Gustavo Minari | Editado por Douglas Ciriaco | 22 de Julho de 2021 às 15h41
Reprodução/NVIDIA

Uma das maiores fabricantes de placas de vídeo do mercado lançou um dos computadores de inteligência artificial (IA) mais rápidos do mundo. O Cambridge-1 foi desenvolvido pela Nvidia para ajudar pesquisadores britânicos nas áreas de biologia digital, computação quântica e estudos genômicos.

O supercomputador mais potente do Reino Unido vai permitir que cientistas e especialistas em saúde usem algoritmos avançados e sistemas de simulação computacional para aprofundar estudos sobre doenças cerebrais, como demência, na criação de medicamentos mais eficazes e na identificação de distúrbios relacionados ao genoma humano.

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"O Cambridge-1 ajudará pesquisadores a realizar projetos importantes, gerando mais informações sobre doenças e tratamentos em uma escala e velocidade inéditas no país. As descobertas feitas com o Cambridge-1 terão impacto mundial, promovendo pesquisas inovadoras que têm o potencial de melhorar a vida de milhões de pessoas", afirma o fundador e CEO da NVIDIA, Jensen Huang.

Supercomputador Cambridge-1 está entre os 50 mais potentes do mundo (Imagem: Reprodução/NVIDIA)

Cambridge-1

O computador criado pela NVIDIA é o sonho de consumo de muitos gamers acostumados a lidar com “monstros” da tecnologia. Ele possui 80 sistemas DGX A100, GPUs NVIDIA A100, DPUs BlueField-2 e redes NVIDIA InfiniBand HDR. Essa somatória potente oferece mais de 400 petaflops de desempenho de IA e 8 petaflops no Linpack — será que aumenta o FPS?

O supercomputador é primeiro da NVIDIA dedicado a pesquisas de setores específicos no Reino Unido e que utiliza fontes de energia 100% renováveis. A empresa também pretende construir um centro de excelência de IA em Cambridge equipado com uma máquina ainda mais poderosa, baseada na arquitetura ARM, para o desenvolvimento de superprocessadores.

Parcerias

A AstraZeneca, fabricante britânica de medicamentos e que também produz a vacina de Oxford contra a COVID-19, pretende usar o Cambridge-1 para desenvolver um modelo de IA baseado em arquiteturas de redes neurais, que permite o uso de grandes conjuntos de dados com métodos autossupervisionados de treinamento. Esse sistema é usado para prever reações, otimizar e gerar novas moléculas durante o processo de descoberta de medicamentos mais modernos.

Data center Cambridge-1 (Imagem: Reprodução/NVIDIA)

"Graças à colaboração com a NVIDIA no Cambridge-1 podemos ampliar nosso trabalho atual e desenvolver novas metodologias que promovam o uso da inteligência artificial na patologia digital", diz o vice-presidente de ciência de dados e IA, departamento de doenças respiratórias e imunologia da AstraZeneca, Lindsay Edwards.

Já a King's College London e a Guy's and St Thomas's NHS Foundation Trust usam o Cambridge-1 para ensinar modelos de IA a gerar imagens cerebrais sintéticas baseadas em milhares de dados de ressonância magnética de várias doenças. O objetivo é usar essas informações para entender melhor os mecanismos de doenças e condições como demência, acidente vascular cerebral, câncer cerebral e esclerose múltipla, agilizando o diagnóstico e o tratamento.

“O poder da inteligência artificial na área da saúde ajudará a acelerar o diagnóstico dos pacientes, melhorar serviços como a detecção precoce do câncer de mama e aprimorar a forma como avaliamos os riscos e priorizamos os pacientes conforme a necessidade clínica de cada um”, completa o diretor-executivo da Guy's and St Thomas' NHS Foundation Trust, Ian Abbs.

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