MIT desenvolve wearable que lê o que você está pensando

Por Jessica Pinheiro | 09 de Abril de 2018 às 11h48

Na ficção científica, a prática de dizer silenciosamente as palavras pensadas pela mente é chamada de subvocalização. Caso o termo não soe familiar, pense em quando você lê alguma placa ou um texto, e a consciência automaticamente reproduz os escritos no cérebro: é como se você estivesse lendo em voz alta dentro da cabeça, não é mesmo? Recentemente, isso começou a ser usado para fins de interação com computadores e dispositivos móveis, e os pesquisadores do MIT até mesmo criaram um wearable que mede sinais neuromusculares, as são acionados quando o indivíduo faz a subvocalização.

O gadget pode parecer, a princípio, apenas um dispositivo médico acoplado ao rosto do usuário, mas é possível imaginar que futuramente o tamanho do componente diminua e ele se aloque ao rosto de uma maneira mais sutil. Também se especula que o wearable poderá ser utilizado como uma espécie de assistente, com ativações integradas por meio de "Hey Siri" ou "OK Google", mas, por enquanto, o sistema criado pela MIT funciona de uma maneira diferente: com eletrodos que captam os sinais que você verbaliza internamente, como se fossem fones de ouvidos com condução óssea. A ideia é que o componente use as vibrações transmitidas aos ossos da orelha interna sem obstruir o canal auditivo.

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Esses sinais, então, são enviados para um computador que usa redes neurais para distinguir palavras. Até o momento, o sistema tem sido utilizado para fazer coisas como utilizar o Roku, pedir as previsões do tempo e até mesmo para relatar os movimentos do seu oponente no xadrez para obter os melhores contra-ataques. Tudo isso em completo silêncio, já que a única interação que existe é entre o indivíduo e sua mente, e o gadget.

De acordo com Arnav Kapur, um estudante do MIT e principal autor do estudo, “a motivação para [o desenvolvimento do wearable] foi construir um dispositivo com inteligência artificial – um dispositivo de aumento de inteligência”. Ele ainda afirma que a ideia que a equipe teve a princípio foi de que poderiam “ter uma plataforma de computação mais interna, que fundisse humanos e máquinas de alguma forma e que parecesse uma extensão interna de nossa própria cognição”.

Fonte: Engadget

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