Dia dos Pais | Conheça 5 pais de tecnologias indispensáveis nos dias de hoje

Por Nathan Vieira | 11 de Agosto de 2019 às 10h00
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Neste domingo (11), é comemorada uma ocasião muito especial. Trata-se do Dia dos Pais, celebrado anualmente no segundo domingo do mês de agosto. Tendo essa data em mente, o Canaltech resolveu fazer uma matéria para homenagear a figura paterna, mas do jeitinho tech, é claro, relembrando cinco importantes pais de tecnologias, cuja genialidade ainda reverbera em produtos atualmente considerados indispensáveis no nosso dia-a-dia.

Martin Cooper, o pai do celular

Martin Cooper é o responsável pelo primeiro celular da Motorola, o famoso "tijolo" (Foto: Britannica)

Se hoje em dia há tanta facilidade em fazer uma ligação em qualquer momento, por meio de um aparelho tão portátil, isso é graças a Martin Cooper, um engenheiro eletrotécnico e designer norte-americano que revolucionou a indústria com um dos produtos mais importantes da tecnologia: o celular, é claro.

Sabe aquele famoso "tijolão" da Motorola, que é um verdadeiro ícone dos celulares antigos? Pois bem, foi inventado por esse cara. O produto em questão ganhou o nome de DynaTAC 8000X, e antes dele, a única opção para falar com alguém por meio de ligação era usando um telefone preso na parede, ou na mesinha da sala de estar. O DynaTAC foi inventado em 1973, tinha 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, pesava cerca de 1 quilo e tinha uma bateria que só durava meia hora.

Uma característica muito interessante sobre essa invenção é que Martin Cooper declaradamente se inspirou em Star Trek, mais precisamente nos comunicadores utilizados na série clássica da franquia — aparelhos sem fios que permitiam a comunicação entre a equipe da ponte de comando, onde quer que eles estivessem.

Atualmente, Cooper é dono da empresa Dyna, fundada justamente para promover seu trabalho em tecnologia mobile, e também atua na empresa GreatCall, que oferece uma série de serviços móveis de saúde e bem-estar.

Tim Berners-Lee, o pai da WWW

Tim Berners-Lee criou a World Wide Web pensando num sistema para a comunicação entre cientistas (Foto: Henry Thomas / Web Foundation)

Antes de ler sobre esse cara, reflita sobre uma coisa: você sabe o que significa WWW? Sim, as três letrinhas que se tornaram sinônimo de "internert" possuem um significado: World Wide Web, ou seja, um sistema interligado de arquivos e informações executados na rede online. E esse poderoso sistema com o poder de conectar o planeta e transmitir informações para qualquer lugar foi inventado pelo físico e cientista da computação Tim Berners-Lee.

Berners-Lee também inventou o primeiro navegador da Web (intitulado Nexus), a linguagem de marcação de hipertexto (HTML) e o protocolo de transferência de hipertexto (HTTP). Em outras palavras, esse físico inventou os principais componentes que constituem tudo aquilo que as pessoas pensam se tratar da internet.

Atualmente, Berners-Lee é o diretor da World Wide Web Consortium, uma organização sem fins lucrativos responsável pela criação e manutenção de padrões da Web, como HTML 5 e CSS 3.

Alan Turing, pai da computação

Alan Turing é uma personalidade histórica marcante para o Reino Unido (Foto: The Alan Turing Institute)

A revolução do matemático britânico Alan Turing em meio à tecnologia que hoje em dia faz parte das nossas vidas se dá por meio da Máquina de Turing, um aparelho hipotético que mudaria de função conforme a necessidade, baseando todo seu funcionamento em um grande número de cálculos em sistema binário permitindo definir e, quando possível, resolver problemas por meio de uma sequência de etapas. Foi essa máquina que originou a lógica do algoritmo e de toda a computação moderna.

Não foi apenas o posto de pai da computação que marcou a vida de Turing (apesar de, é claro, esse ser definitivamente o ponto mais notável). O matemático foi uma grande personalidade histórica, considerando acontecimentos como a descoberta da localização dos nazistas, possibilitando o desembarque de mais de 150 mil soldados aliados na Normandia, o que foi marcado pela história como o Dia D.

O cientista se suicidou aos 41 anos em 1954, depois de ser condenado sob "indecência grave" por se relacionar com homens (algo que era ilegal no Reino Unido até 1967). Em 2013, a rainha Elizabeth lhe concedeu um perdão real da condenação criminal que levou ao seu suicídio e, em 2016, o governo britânico divulgou a "lei de Alan Turing" como um pedido de desculpas a todos que foram condenados por relacionamentos consensuais entre pessoas do mesmo gênero antes da homossexualidade ser descriminalizada na Inglaterra.

Gerald A. Lawson, o pai do videogame de cartucho

A indústria dos games só tem a agradecer ao Gerald Lawson (Foto: Strong Museum)

Pausar uma partida de videogame pode ser uma tarefa muito simples e banal atualmente, mas isso não existia nos primeiros consoles. Se hoje em dia os gamers de plantão apertam o “pause” sem a preocupação de perder o jogo, agradeçam ao engenheiro eletrônico norte-americano Gerald A. Lawson (que atendia também por Jerry Lawson). A invenção mais importante de Lawson, no entanto, foi o sistema de videogame baseado em cartucho. Trata-se do Fairchild Channel F.

Uma vez que os jogadores poderiam trocar os jogos quando quisessem, a indústria por trás do desenvolvimento de games e as empresas de software alavancaram de vez no mercado. Sendo assim, é possível afirmar que o Atari 2600, o Nintendo Entertainment System original, o Sistema Master da SEGA e muitos outros sistemas clássicos de videogame devem tudo à visão do engenheiro em questão.

Apesar de sua indiscutível importância para a indústria do videogame, Lawson acabou não ficando verdadeiramente conhecido. Ele também era um dos pouquíssimos negros do ramo, em um período (década de 1970) em que o racismo era muito mais presente na sociedade. Sendo assim, o engenheiro precisou enfrentar muitas barreiras. Lawson fundou sua própria empresa, a VideoSoft, que produzia cartuchos para o Atari 2600. Sua morte aconteceu em 2011, por complicações da diabetes.

Douglas Engelbart, pai do mouse

Douglas Engelbart agregou à indústria tecnológica por ser o criador do protótipo do mouse (Foto: Gizmodo) 

Talvez, enquanto lê essa matéria, você esteja justamente com a mão repousada sobre a principal invenção do informático norte-americano Douglas Engelbart: o mouse. Em princípio, ele era apenas um detalhe da invenção mais ambiciosa de Engelbart, o NLS, de 1968, que acabou sendo apelidado de "a mãe de todas as demos", já que reuniu aspectos importantes como videoconferência, colaboração em rede, o mouse - é claro -, hiperlinks e edição de texto em uma única apresentação, coisas que são as principais tecnologias que fazem parte do que é considerado a computação moderna.

Quando foi inventado, o mouse tinha como grande questão o número de botões que deveriam fazer parte dele. Foi cogitado até cinco botões, mas a conclusão foi de que deveria ter apenas três.

Engelbart atuou no Stanford Research Institute até 1977, quando o NLS foi vendido para uma empresa de McDonnell Douglas. O informático se aposentou da McDonnell Douglas em 1989 e formou o Bootstrap Institute, sem fins lucrativos, que atualmente inclusive atende por Douglas Engelbart Institute. Trata-se de uma organização dedicada a promover uma abordagem coletiva para a solução de problemas. O pai do mouse morreu em 2013, com 88 anos.

Fonte: BizTech, Britannica, Strong Museum, Gizmodo e BBC

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