Cientistas do MIT criam roupa inteligente que detecta os movimentos do usuário

Cientistas do MIT criam roupa inteligente que detecta os movimentos do usuário

Por Gustavo Minari | Editado por Douglas Ciriaco | 27 de Março de 2021 às 17h00
MIT

Depois do smartphone e do smartwatch agora é a vez da “smart roupa” ganhar espaço no seu armário. Pesquisadores do MIT, nos EUA, desenvolveram peças de vestuário capazes de medir os movimentos, detectando como o usuário se move enquanto pratica atividade física e até dando dicas como melhorar a técnica na execução dos exercícios.

O novo vestível utiliza fibras especiais para “sentir” o movimento do usuário por meio do contato com a pele. Os experimentos mostraram que as roupas do futuro podem determinar se alguém está sentado, caminhando ou fazendo qualquer tipo de exercício físico.

Além de atividades do dia a dia, o grupo de cientistas do laboratório de Inteligência Artificial do MIT acredita que as roupas poderão ser usadas para treinamento e reabilitação atlética de pessoas que perderam parte dos movimentos.

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Sem sair da moda

Uma das vantagens da roupa inteligente está no design das peças. A eletrônica tátil mistura fibras especiais e tecidos comuns feitos sob medida e isso faz com que meias, luvas e coletes tenham a aparência de roupas normais. “Ao contrário de muitos aparelhos eletrônicos vestíveis, as roupas inteligentes podem ser incorporadas à produção tradicional em grande escala”, diz o aluno do MIT Yiyue Luo, que faz partes do grupo de pesquisa.

Além de serem confortáveis e deixarem o usuário na moda, as roupas inteligentes do MIT possuem vários recursos interessantes. As meias conseguem prever o movimento analisando diferenças entre estilos de pegadas. Já os coletes podem detectar a posição corporal e o tipo de atividade praticada, além de sugerir correções de postura e formas de melhorar o desempenho atlético.

Em um futuro próximo, os pesquisadores querem estender o uso das roupas inteligentes para os robôs. As peças funcionariam como uma espécie de pele sintética, que permitiria que andróides também sentissem o toque das pessoas, dando um novo sentido às relações entre humanos e máquinas.

Fonte: MIT CSAIL

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