Qual é melhor processador que há por aí (existe um)?

Por Pedro Cipoli | 10 de Julho de 2019 às 18h45
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Afinal, qual é o melhor processador do mercado? Será que existe uma CPU “melhor” em todos os aspectos ou estamos falando de um quesito específico? Aí complica. Mesmo porque temos que considerar uma data específica, já que um modelo “melhor em tudo” pode ficar defasado em pouco tempo. 

Vamos com calma, já que temos uma boa quantidade de questionamentos até o momento. Primeiro vamos entender o que seria, de fato, um processador “melhor em tudo”.

Motor V8 econômico

Quando vamos comprar um carro esportivo, sabemos que temos abrir mão de economia de combustível (sonho...). Quando compramos um modelo popular, sabemos que ele entrega mais quilômetros por litro, mas não tem lá muita potência. Cada um se destaca em um ponto, mas não há um motor que seja bom em ambos. Não há Mustangs e Camaros capazes de bater um carro popular em eficiência de combustível.

O mesmo vale para processadores. Alguns são projetados para entregar o máximo de desempenho possível, com TDPs altas, clocks no limite e overclock de fábrica. Outros são voltados para ultrafinos, focando em eficiência para maximizar a relação desempenho/consumo de energia. 

O Ryzen 3 da AMD chega a 16 núcleos no nível consumer, focado no máximo de desempenho.

Quem busca um notebook ultraportátil, busca autonomia de bateria. Já gamers querem o máximo de desempenho possível, não se preocupando muito com quantos watts a CPU está consumindo no momento.

Isso não significa que não há parâmetros para compararmos duas CPUs. Eles existem, mas temos que ter em mente quais deles são os mais importantes para nós. Ou seja, qual é a nossa prioridade e o que não é tão importante assim.

Bom... o que, especificamente?

Primeiro passo, escolher o objetivo. Desempenho? Então um processador deve entrar o máximo de cálculos físicos na hora de jogar, ou o menor tempo possível para renderizar algo. Segundo passo, deve ter um preço que faça sentido. Pouco adianta um modelo ser 20% melhor custando 100% mais que a segunda opção. Terceiro passo, deve ser eficiente energeticamente, já que energia elétrica é cara no Brasil, além de exigir uma solução de refrigeração mais simples.

Nossas prioridades acima foram, na ordem, desempenho bruto, preço e economia de energia. Só depois de estabelecermos prioridades podemos começar a comparar. E notem que não entramos em detalhes sobre quantidade de núcleos, clocks, caches de diferentes níveis e assim por diante. O importante é desempenho, pouco importando se são 6, 8 ou 12 núcleos rodando a 3.0, 4.0 ou 5.0 GHz.

A linha de baixa voltagem não oferece tanto desempenho bruto, mas é bastante eficiente.

Em uma máquina que fica ligada durante bastante tempo, a primeira categoria pode ser eficiência energética, acima de desempenho bruto e custo. Afinal, um modelo que entrega essa eficiência acaba compensando no longo prazo.

Mas não há um processador que seja potente, barato, eficiente e cheio de diferenciais simultaneamente. Ou seja, não existe “O processador”. É possível comparar dois modelos de maneira justa apenas se estabelecermos as prioridades. Um processador A pode ser quatro vezes mais potente do que o modelo B, mas o B consome 5 vezes menos energia. Qual é o melhor, mesmo?

Agora conte para nós: para você, o que é mais importante em um processador? Diga nos comentários!

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