Pesquisa Game Brasil 2026: PC gamer vive "Nova Era de Ouro" no país
Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira |

A Pesquisa Game Brasil 2026 foi divulgada nesta quinta-feira (9) e mostra que, apesar dos smartphones continuarem como a principal plataforma de jogos entre os brasileiros (44,1%), houve um fortalecimento entre os PC gamers e os consoles no último ano.
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Os videogames domésticos hoje representam uma base de 24% entre o público, o que demonstra que ainda há muita força entre PlayStation, Xbox e Nintendo dentro da comunidade. Porém, surpreende o crescimento veloz dos computadores, que alcançaram a marca de 21,2%.
O movimento, puxado diretamente pela “Gen Z” (jovens entre 16 e 29 anos, que hoje representam 36,5% do público-alvo), mostra que a preferência é migrar diretamente dos celulares para o PC.
E não é de se estranhar a tendência. Quando se busca sair do casual, muitos querem um dispositivo que permita personalização, competitividade e até mesmo funcionalidades que impulsionam a sua presença nas redes — como edição, streaming e outras ferramentas importantes nesta Era Digital.
Se levar em conta que, até alguns anos atrás, ele era considerado um dispositivo de nicho extremo, foi um salto e tanto ver que os computadores estão cada vez mais presentes no ecossistema dos jovens.
A estabilidade dos consoles de mesa, constatada pela Pesquisa Game Brasil 2026, também aponta para um caminho similar — com o público cada vez mais engajado em investir em hardware e em sessões longas de jogo em comparação à conveniência dos smartphones.
Preço pode ser uma barreira
Apesar do número ter um acréscimo nesta última análise, vale notar que um crescimento ainda maior não é esperado para os próximos anos. Com a crise de memórias RAM e componentes, um aumento de preço tomou toda a indústria e investir em PCs e videogames se tornou muito mais caro.
Isso impacta por completo a acessibilidade, principalmente quando vemos que um simples pente de memória hoje pode chegar a 30% do valor de um computador. Por outro lado, empresas como Microsoft e Sony já aumentaram o montante cobrado em seus consoles de mesa, inclusive no Brasil.
Ainda que a atenção dos jovens tenha se voltado aos hardwares para jogar, este quesito pode se tornar uma barreira que impedirá uma ascensão mais acentuada. É previsto que esta instabilidade deve durar até meados de 2030, o que coloca em xeque as próximas gerações de videogames e de componentes.
Este impacto se estende até novos mercados, como o que a Valve estima com o seu Steam Machine — híbrido de PC e videogame — e com o Steam Deck, que teve a sua produção interrompida para não ter aumentos expressivos em seu valor de venda.