O que é o Intel Optane H10?

Por Pedro Cipoli | 25 de Outubro de 2019 às 09h38

Como costumamos dizer, trocar o disco rígido por um SSD é o melhor upgrade que o usuário pode fazer. E não estamos falando apenas de velocidades contínuas, mas também de acesso rápido a pequenos arquivos. Quem usa uma máquina com SSD dificilmente volta a usar uma máquina com HD. Ainda assim, são produtos relativamente caros quando trazem grandes capacidades, e é aí que o Optane entra em cena.

A primeira geração resolvia esse problema em parte. Usando um slot M.2, ela ficava entre a memória RAM e o disco rígido, atuando como um cache dos arquivos mais utilizados. Isso tem duas vantagens: mantém a capacidade de armazenamento dos HDs ao mesmo tempo em que não exige reinstalação (ou clonagem) do sistema operacional. Um “experiência de SSD” bastante prática de adotar. Mas é claro que também há problemas.

Quem diria: dois SSD, uma memória cache e um disco rígido trabalhando juntos em um notebooks. Bons tempos esses.

Primeiro, naturalmente, o Optane exige um slot M.2 disponível. Slot esse que poderia ser utilizado para colocar um SSD. Em vez disso, é utilizado para uma memória cache de apenas 16 GB. O que nos leva à pergunta: por que não usar um drive M.2 para colocar um SSD de boa capacidade com uma memória Optane? Essa é exatamente a ideia do Optane H10, que une o melhor dos dois mundos em apenas um drive.

Basicamente temos 32 GB de memória Optane com 512 GB de memória SSD (tipo QLC) em um mesmo drive, ocupando apenas um slot M.2. São 32 GB para os modelos com 512 GB e 1 TB, já que a versão com 256 GB conta com somente 16 GB, assim como a primeira geração. As velocidades variam conforme os modelos: 1450 MB/s, 2300 MB/s, 2400 MB/s (leitura) e 650 MB/s, 1300 MB/s, 1800 MB/s (escrita) para os modelos de 256, 512 GB e 1 TB, respectivamente.

Em outras palavras, isso coloca o Optane H10 em concorrência direta com os modelos M.2 mais potentes do mercado. Fizemos nossos testes com a seguinte configuração (Avell G1711 MUV RTX):

  • Intel Core i7-9750H (6x 2.6 GHz até 4.5 GHz);
  • 16 GB memória RAM DDR4 2666 MHz;
  • Placa de vídeo Nvidia GeForce RTX 2060 (6 GB GDDR6 dedicado);
  • Armazenamento primário: 512 GB SSD M.2;
  • Armazenamento secundário: 1 TB HD (5400 RPM);

Eis os resultados:

Como podemos ver, não chegamos aos resultados informados, o que pode ter ocorrido por alguma limitação da controladora da máquina. Porém, os bons resultados de leitura aleatória mostram algo muito mais perceptível na prática: a máquina como um todo ficou mais responsiva. De aplicativos mais básicos a jogos mais pesados (em especial os tempos de loading), a sensação é que a máquina ficou mais esperta. E olha que é uma baita de uma configuração.

Então vale investir em um Optane H10 para a sua máquina? É muito caro? Hora da conclusão.

Conclusão: evoluindo

É difícil precificar com Optane H10 pois ele não é comumente encontrado no varejo. Sua ideia é já vir pré-instalado na máquina, não raro sendo uma opção de upgrade para máquinas de alto desempenho, seja para jogos, seja para trabalhos profissionais. E não raro é encontrada com valores um pouco inferiores a modelos SSD de 512 GB em geral, além de entregar um mecanismo de cache bastante eficiente.

Porém, ainda é um produto com pouco mercado e sua disponibilidade restrita a (alguns poucos) fabricantes certamente não ajuda a sua popularização. Mesmo porque, não é compatível com processadores Intel mais antigos (funciona com o chipset série 300 em diante), além de, claro, não funcionar com máquinas AMD. Ou seja, é uma tecnologia relativamente nova que poucos conhecem. E quem quer conhecer tem pouco acesso.

A novidade resolve os “problemas” da primeira geração e provavelmente veremos cada vez mais máquinas utilizando o H10. Mas a Intel precisa trabalhar na sua popularização, já que o Optane tem sim suas qualidades, mas elas não são “divisoras de água” o suficiente para que os consumidores corram atrás em vez de simplesmente comprar um SSD comum.

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