Estudo comprova que baterias de lítio podem causar incêndios e quedas em aviões

Por Ares Saturno | 02 de Agosto de 2018 às 19h05

Já houve princípios de incêndios dentro de aviões causados por superaquecimentos de baterias de lítio presentes em dispositivos eletrônicos, como o Galaxy Note 2 que pegou fogo num vôo com destino a Singapura, em 2016, ou o Galaxy J7 que iniciou um incêndio durante um vôo da Jet Airways, em 2017.

Princípios de incêndio causados por baterias de lítio superaquecidas são tão comuns durante voos que o Diretorado Geral de Aviação Civil da Índia (DGCA, na sigla em inglês) chegou a emitir uma determinação proibindo que o Samsung Galaxy Note 7 fosse despachado nas bagagens.

O governo estadunidense quis saber se esses incêndios pontuais causados pelo superaquecimento das baterias de lítio poderiam ser de fato uma ameaça e testes feitos pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA chegaram a uma conclusão assustadora: os sistemas de controle de chamas dos aviões não são capazes de extinguir um incêndio, caso um dispositivo eletrônico com bateria de lítio superaqueça enquanto é transportada na bagagem despachada.

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A situação é ainda pior quando as chamas causadas pelo princípio de incêndio encontram outros materiais inflamáveis que costumam ser carregados dentro das malas dos viajantes, como desodorantes aerosol ou cosméticos.

A descoberta levou autoridades da aviação civil estadunidense a pedirem que fossem aprovadas medidas para impedir que qualquer dispositivo eletrônico maior que um celular padrão fossem despachadas nas bagagens, mas as agências reguladoras ainda discutem o que pode ser feito para manter a segurança dos passageiros.

Princípios de incêndios causados por superaquecimento de baterias em dispositivos levados nas bagagens de mão também são um perigo, mas as experiências anteriores demonstram que as chamas podem ser facilmente domadas ao se mergulhar o dispositivo esquentadinho em um balde com água.

Segundo os testes, o gás halon, utilizado nos compartimentos de cargas dos aviões para extinguir incêndios conseguiria evitar o espalhamento das chamas para materiais adjacentes como caixas de papelão ou roupas nas malas. Entretanto, o estudo mostrou que latas de aerosol e sprays explodiriam mesmo depois de serem banhadas em gás halon, segundo relatório da FAA.

Fonte: Bloomberg

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