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DLSS 5 deixa os jogos absurdamente bonitos e estranhamente artificiais

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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NVIDIA/Divulgação
NVIDIA/Divulgação

O primeiro DLSS, lançado em 2018, começou a revolucionar a forma como os jogos rodam no PC. Agora, com o novo DLSS 5, anunciado nesta segunda-feira (16) durante a GTC, a NVIDIA promete o maior salto nessa revolução com renderização neural para os jogos e os transformando completamente com uma simples ativação do recurso nas opções. O recurso chega no final de 2026.

Jensen Huang, CEO da NVIDIA, quer trazer o fotorrealismo aos jogos o quanto antes. Por mais que técnicas de renderização tradicionais estejam caminhando para chegar nesse nível de qualidade no futuro, parece que ainda falta muito. É aí que entra a IA treinada para transformar iluminação e assets dos jogos na tentativa de deixá-los o mais parecido com a realidade possível.

O executivo chama o DLSS 5 de "momento GPT para os gráficos", e adiciona:

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"Combinamos gráficos 3D controláveis, a realidade de referência dos mundos virtuais e os dados estruturados dos mundos gerados. Unimos gráficos 3D com IA generativa e computação probabilística. Um deles é totalmente preditivo, o outro é probabilístico, mas altamente realista. Combinamos essas duas ideias, controladas por meio de dados estruturados, com controle perfeito e, ao mesmo tempo, gerando conteúdo. E o resultado: o conteúdo é belo, incrível e, ao mesmo tempo, controlável".

DLSS 5 já sofre críticas pelo uso intenso de IA

Demos com os jogos Resident Evil Requiem, Hogwarts Legacy, Starfield e Assassin's Creed Shadows, entre outros, foram apresentados, mostrando o DLSS 5 transformando completamente cenas renderizadas através do método tradicional, em algo que beira o realismo como nunca antes. O destaque fica para a iluminação, que faz com que as cenas saltem aos olhos.

Por outro lado, a transformação gerada nos personagens, principalmente em seus rostos, não deixou uma boa impressão entre os PC gamers. Muitos dizem que a mudança é similar ao que filtros de redes sociais fazem com os rostos dos usuários e isso fica bastante evidente com a protagonista de Resident Evil Requiem, Grace Ashcroft, com resultados diferentes nos outros jogos.

As demos apresentadas pela NVIDIA foram rodadas com duas GeForce RTX 5090, com uma usada para renderizar o game normalmente, e a outra para aplicar o DLSS 5. Mas, não se preocupe, caso tenha se animado com a novidade, já que a versão final rodará em somente uma GPU. Até o momento, o Time Verde ainda não bateu o martelo sobre quais RTX suportarão a novidade.

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