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Criador de DOOM tem ideia insana para resolver crise das memórias

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Gemini/Canaltech
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No atual estágio da inteligência artificial, o maior desafio não é apenas a capacidade de processamento, mas o gargalo da memória com a dificuldade de mover grandes volumes de dados com rapidez o suficiente. Tecnologias diferentes estão sendo experimentadas e uma delas usa quilômetros de fibra óptica como uma forma de armazenamento de dados para modelos de IA.

Segundo John Carmack, alguém com currículo bem variado, foi possível transferir 32 GB de dados com uma largura de banda de 32 TB/s por mais de 200 km de fibra ótica.

"A inferência e o treinamento de redes neurais podem ter padrões de referência de pesos determinísticos, então é interessante considerar um sistema sem DRAM, com os pesos sendo continuamente transmitidos para um cache L2 por um circuito de fibra com reciclagem", explica Carmack.
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Viabilidade ainda pode levar um tempo

Em vez de armazenar dados em chips de memória RAM tradicionais, a informação seria enviada como pulsos de luz através de longas bobinas de fibra óptica. Como a luz viaja a uma velocidade constante, o tempo de percurso pelo cabo funcionaria como um ciclo de armazenamento temporário. Para processos que exigem fluxo contínuo de dados, a fibra entregaria os bits no momento exato da necessidade do processador, funcionando como uma espécie de "esteira rolante" de altíssima velocidade.

Já John Carmack, quem divulgou a informação, não é um teórico comum. Cofundador da id Software, ele é o engenheiro responsável por Doom, tendo revolucionado a renderização 3D nos games. Após anos como CTO da Oculus VR, Carmack agora se dedica à Keen Technologies, sua startup focada em IA. Sua trajetória é marcada por simplificar problemas complexos através de soluções de engenharia pouco convencionais.

Sobre essa tecnologia, ele diz que "seria necessário interligar várias delas para implementar os modernos modelos com trilhões de parâmetros, mas a transmissão por fibra óptica pode ter uma trajetória de crescimento melhor do que a DRAM atualmente, então talvez um dia se torne viável".

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