Polícia Federal começa a prender suspeitos de invadir celular do ministro Moro

Por Rafael Rodrigues da Silva | 23 de Julho de 2019 às 17h50
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta terça-feira (23) a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão de suspeitos de envolvimento na invasão de celulares do ministro da Justiça Sérgio Moro.

De acordo com as informações divulgadas pela PF, os policiais estão executando quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. Os alvos desses mandados são não apenas os supostos hackers, como também de pessoas que teriam trabalhado com eles. Segundo o Estadão, os quatro mandados de prisão temporária já foram cumpridos, todos de pessoas residentes na cidade de São Paulo, já o site O Antagonista afirma ter conseguido confirmação com uma fonte de dentro da Polícia Federal de que as pessoas presas também são suspeitas de terem participado da invasão do celular do procurador Deltan Dallagnol.

Já segundo o jornal A Cidade, de Araraquara, dois dos sete mandado de busca e apreensão ocorreram na cidade do interior de São Paulo, um na casa de um ex-estudante universitário do curso de Direito que já estava foragido pelo envolvimento com tráfico de drogas, enquanto o segundo seria de um rapaz que já possui um histórico de envolvimento em crimes de fraude online. Em ambos os casos foram apreendidos documentos, mídias de armazenamento e aparelhos eletrônicos que podem ter sido usado para a invasão do celular do ministro.

A operação, que foi nomeada de Spoofing (segundo a PF, uma falsificação ideológica que tem como objetivo enganar uma pessoa ou um grupo de pessoas e levá-las a acreditar que o falsificador é uma fonte de informação confiável), tem como objetivo desarticular a organização criminosa que pratica crimes cibernéticos.

Para o caso específico do ministro Sérgio Moro, os investigadores trabalham com a hipótese de uma ação orquestrada, e há suspeitas de que a invasão do celular do ministro tenha sido planejada. Assim, os investigadores estão atualmente colhendo indícios sobre a autoria da invasão, sobre quem teve acesso de forma ilegal às conversas privadas do ministro e sobre o método utilizado pelos hackers.

Até o momento, a Polícia Federal ainda não divulgou mais nenhuma informação sobre o andamento das investigações, mas continuaremos antenados para qualquer desdobramento do caso.

Fonte: G1

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.