Ministério da Saúde tirou 11 mil dúvidas no WhatsApp sobre fake news em um ano

Por Wagner Wakka | 27 de Agosto de 2019 às 11h55
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Em agosto do ano passado, o Ministério da Saúde lançou uma ferramenta chamada Canal Saúde sem Fake News, cujo objetivo era combater a divulgação de desinformação pelo WhatsApp. A ação já fez um ano nesta terça-feira (27) contabilizando mais de 11,5 mil resoluções das 12,2 mil dúvidas enviadas.

Segundo comunicado do próprio Ministério, o canal permitiu esclarecer 104 notícias falsas diferentes. Isso significa que, em média, há 115 dúvidas de usuários sobre cada desinformação lançada na rede social. As principais foram sobre vacinação, falsos cadastros para atendimento no SUS, surgimento de câncer por falta de vitamina, uso excessivo de celulares e curas milagrosas de doenças por meio de alimentos.

Um dos destaques de desinformação foi uma fake news na época da vacinação contra a gripe, em que se prometia que um chá de erva doce poderia substituir a medicação. A boa notícia, segundo o órgão, é que os dados mostram que os usuários estão entendendo melhor sobre a importância de se verificar a informação. Cada vez mais a população está buscando o canal.

Estatísticas

Conforme dados do Ministério, 50% do total de mensagens vêm da região Sudeste. Por exemplo, entre os mais recentes, do último dia 22, está a explicação de que o aspartame não é a causa de esclerose múltipla e lúpus.

Os temas mais polêmicos registrados são sobre se vacina faz mal e causa autismo, se câncer é deficiência de vitamina B17 ou se doença de retina pode ser causada por uso de smartphone. Todas estas hipóteses já foram comprovadas cientificamente como falsas.

O órgão também criou uma página em que registra os dados de fake news mais comentadas, explicando de onde veio o boato e porque ele não é verdadeiro.

Como funciona? 

A ideia funciona da seguinte forma: basta adicionar o número (61) 99289-4640 a seus contatos e enviar, pelo WhatsApp um link, informações ou foto para verificação. A partir dos recebimentos das mensagens, o conteúdo é apurado junto às áreas técnicas do Ministério da Saúde e devolvido ao cidadão com um carimbo que informa se é fake news ou não.

O ministério esclarece que o serviço não deve ser utilizado para dúvidas sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse caso, o material deve ser direcionado à Ouvidoria Geral do SUS, no número 136, ou para as secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Fonte: Agência Brasil

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