Marcos Pontes e Bolsonaro divergem sobre privatização dos Correios

Por Wagner Wakka | 08 de Agosto de 2019 às 11h11

A polêmica sobre a privatização, ou não, dos Correios ainda segue sem uma definição. Na tarde desta terça-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovação (MCTIC), Marcos Pontes, convergiram em declarações sobre o tema. O astronauta foi categórico em negar processo de mudança da estatal, enquanto o presidente, também categórico, disse que haverá privatização, sim.

O ministro participou de audiência na Câmara e declarou que não há "nenhum procedimento de desestatização ou privatização da empresa pública". Meia hora depois, o presidente disse, em evento em São Paulo: “Vamos privatizar os Correios”.

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Pontes foi convocado para audiência na Câmara exatamente para informar sobre processos de privatização dos Correios. Na ocasião, negou a medida. “O que eu quero trazer é que não existe nenhum processo dessa natureza”, deixou claro em sua audiência.

Na mesma audiência, ao saber da declaração de Bolsonaro, o deputado Ivan Valente questionou Pontes sobre a contradição. O ministro se mostrou confuso e disse que a informação na Câmara vinha do próprio presidente. “Eu gosto de fazer as coisas de uma forma muito criteriosa", afirmou. "O que temos hoje de concreto é trabalhar para que os Correios sejam sustentáveis em termos econômicos e financeiros. De concreto, é isso que a gente tem de determinação", completou.

Desde abril Bolsonaro já fala em privatização da estatal, quando publicou tweet a respeito.

O Ministério da Economia também já se posicionou, pela mesma rede social, em favor da movimentação. Segundo a Agência Brasil, a estatal tem 356 anos de existência. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é subordinada hoje ao Ministério das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação. Após prejuízos registrados entre 2013 e 2016, a estatal registrou lucro de R$ 161 milhões em 2018 e de R$ 667,3 milhões em 2017.

Em todos contatos recentes do Canaltech com a assessoria dos Correios, o discurso se mantém o mesmo. “A nova gestão dos Correios trabalha para o fortalecimento da empresa e a recuperação dos índices de eficiência", aponta o órgão.

Fonte: UOL

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