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Boeing e Embraer fecham acordo de US$ 4,2 bilhões e criam nova empresa

Por| 17 de Dezembro de 2018 às 16h37

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Divulgação/Embraer
Divulgação/Embraer
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A Boeing está em negociações para a compra da área de aviação civil da Embrear há pelo menos um ano e, agora, tudo indica que ambas empresas chegaram a um acordo. Isso porque a americana concordou em pagar US$ 4,2 bilhões (~ R$ 16,4 bilhões) para ajudar a formar uma nova empresa conjunta e submetida ao governo brasileiro, uma das exigências da negociação.

Com isso, ambos os lados serão responsáveis pela formação de uma nova empresa ainda sem nome, no valor de US$ 5,26 bilhões ( ~ R$ 20,5 bilhões). Pelo investimento, a Boeing tem 80% do controle da nova empresa, até então apenas apelidada de NewCo.

O montante investido pela americana agradou ao governo brasileiro. A expectativa era de que a companhia topasse investimentos na casa dos US$ 4,75 bilhões no total da criação desta nova companhia. Ou seja, os investimentos subiram em US$ 400 milhões.

Somando os encargos e toda a separação da área de aviação civil, espera-se que a Embraer ainda obtenha cerca de US$ 3 bilhões (~ R$ 11,7 bilhões).

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As duas também vão montar uma joint-venture voltada para um produto militar, o cargueiro multimissão KC-390. Em conjunto, elas vão cuidar da produção e comercialização deste avião. O Brasil já tem um contrato com a Embraer de R$ 7,2 bilhões para comercialização se 28 aviões desse modelo. Como a negociação permanece nas mãos da Embraer, a joint-venture só cuidará dos próximos contratos.

Um exigência do governo brasileiro, pelo Ministério da Defesa, era de que a companhia se mantivesse nacional. Com isso, a joint-venture mantém 51% do controle aqui no Brasil. Segundo comunicado de ambas as companhias, as operações não devem ser transferidas para os EUA. A sede da NewCo deve se manter em São José dos Campos, em São Paulo.

“A Boeing e a Embraer possuem um relacionamento estreito graças a mais de duas décadas de colaboração. O respeito mútuo e o valor que enxergamos nesta parceria só aumentou desde que iniciamos discussões conjuntas no começo deste ano”, disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing.

“Estamos confiantes que esta parceria será de grande valor para o Brasil e para a indústria aeroespacial brasileira como um todo. Esta aliança fortalecerá ambas as empresas no mercado global e está alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável de longo prazo”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer.

Próximos passos

Apesar do acordo, a negociação ainda precisa passar pelo crivo do Planalto. O documento tem 30 dias para ser analisado após o envio para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e para a Secretaria de Economia e Finanças da Força Aérea.

Ou seja, quem deve fazer esta aprovação será o novo presidente eleito Jair Bolsonaro, que já se mostrou a favor das negociações. Com as exigências do governo de manutenção do controle em solo nacional e com o aumento da oferta, é bem possível que o acordo se concretize já em janeiro do ano que vem.

Fonte: Boeing