Por que a maioria das pequenas empresas fecha as portas em menos de um ano?

Por Colaborador externo | 22 de Maio de 2015 às 07h49

Por Raphael Machado*

O sonho de ter o próprio negócio infelizmente pode-se tornar um pesadelo para o pequeno empreendedor. Muitas vezes ele usa o dinheiro que guardou a vida toda para abrir um negócio e aposta todas as suas fichas para que a iniciativa seja um sucesso. Mas, o que podemos constatar é que a maioria das pequenas empresas fecha suas portas com menos de um ano de atuação.

Segundo o SEBRAE, 7% dessas empresas fecham por falta de lucro, 20% encerram o negócio por falta de capital e quase 50% dos pequenos empresários do Brasil não sabem precisar se têm lucro ou prejuízo. Esses dados nos fazem constatar que as empresas fecham por falta de uma gestão adequada dos seus recursos.

Há anos acompanhando a trajetória de várias organizações deste porte, eu percebo que os pequenos empreendedores têm uma grande carência de informações no que diz respeito aos critérios considerados fundamentais para uma boa gestão desses recursos. A começar pelos conceitos básicos da administração, como ponto de equilíbrio, fluxo de caixa, estoque, etc.

Por incrível que pareça muitos empresários ainda não têm o conhecimento necessário sobre esses conceitos, o que pode levar por água a baixo todos os outros investimentos realizados no negócio. É preciso estudar a fundo essas etapas para poder aplicá-las no dia a dia. Isso vai gerar uma maior organização dos processos internos, tornando a gestão mais profissionalizada e eficiente, o que vai impactar diretamente nos resultados de negócio.

Diante a essa deficiência, muitas fornecedoras de sistemas de gestão empresarial, os chamados ERPs, além de auxiliar as pequenas empresas a organizarem melhor seus processos, promovendo um maior controle da evolução do negócio e informações estratégicas para a tomada de decisão, já têm embutido à sua tecnologia treinamentos sobre esses conceitos da administração. É como juntar o útil ao agradável: tecnologia + treinamento sobre os conceitos que, juntos vão certamente vão contribuir para reduzir essa taxa de “mortalidade” apontada pelo SEBRAE.

É importante frisar que hoje, mesmo os pequenos negócios, não podem ser gerenciados de maneira informal. A concorrência é grande e quem sai na frente é aquele que, além de investir na qualidade de seus produtos e serviços, também se preocupa com a profissionalização da gestão, sabendo fazer mais com menos.

*Raphael Machado é Coordenador Nacional de Vendas da Jiva Gestão Empresarial.