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Geladeiras podem ficar mais caras com nova regra de eficiência energética

Por| Editado por Wallace Moté | 19 de Dezembro de 2023 às 12h47

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Uma nova regra de eficiência energética pode encarecer as geladeiras vendidas no Brasil, a ponto de supostamente retirar os modelos com preço abaixo de R$ 5 mil do mercado. As novas diretrizes devem ser aplicadas a partir de 2024, com ampliações até 2027. 

De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, o chamado Programa de Metas para Refrigeradores e Congeladores deve retirar do mercado os modelos de menor eficiência. Por isso, a partir de 2028, os modelos vendidos devem ser até 17% mais eficientes em relação ao que é visto atualmente. 

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A iniciativa será dividida em duas etapas: até 2025 será estipulada uma meta de 85,5% do consumo padrão de energia, e até 2027 essa proporção passa para 90% — apesar do aumento do consumo, haverá mais exigências.

O programa determina regras apenas para fornecedoras e marcas que vendem as geladeiras, e por isso não será necessária nenhuma ação extra por parte dos consumidores. Modelos que já estão em circulação poderão continuar funcionando normalmente, sem substituições. 

A estimativa de aumento dos preços foi citada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, a Eletros. Em declarações feitas ao jornal Folha de São Paulo, a entidade indicou que as mudanças podem "elitizar o mercado" ao encarecer as geladeiras para valores acima dos R$ 5 mil. 

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De acordo com o presidente da Eletros, Jorge Nascimento, apenas 11% do mercado de geladeiras é ocupado pelas classes C,D e E — anteriormente, este valor já chegou a 36%. Segundo ele, a tendência é de piora com o novo programa do governo. 

Ministério de Minas e Energia publicou resposta

Por meio de nota oficial, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma resposta em relação ao suposto aumento do preço das geladeiras. O texto aponta que “a afirmação da Eletros é inverídica e irresponsável, com o único objetivo de causar comoção”. 

Conforme sugere o comunicado do MME, 17 dos 25 refrigeradores de uma porta já atendem às normas previstas, mas o órgão não chega a informar a faixa de preço destes modelos. Com isso, apenas oito modelos precisariam ser retirados do mercado, ou mesmo adaptados para seguir as novas recomendações.

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O MME também enfatizou uma projeção anterior feita pela própria Eletros, cujo relatório estimou um aumento de 23% nos preços, o equivalente a R$ 350 em média, número que seria 10 vezes menor que o informado pela associação à imprensa. Mais do que isso, a economia significativa de energia proporcionada pela iniciativa "compensaria o investimento inicial maior", aos olhos do Ministério.

Fonte: via UOLMinistério de Minas e Energia