Trapaças em Fortnite promovem ataques de malwares no Windows

Por Redação | 03 de Julho de 2018 às 18h16

Fortnite é atualmente o game gratuito mais jogado no planeta. Mas além de representar um lucro mensal de US$ 400 milhões, essa popularidade trouxe consigo um revés típico jogos online: os cheaters.

E o pior: os trapaceiros de Fortnite têm servido como porta de entrada para uma dor de cabeça ainda maior do que miras perfeitas, tiros mais rápidos e lentidões inexplicáveis do seu personagem (caso você seja um adversário, naturalmente). Ao buscar vantagens indevidas em cantos escusos da internet, vários jogadores têm promovido o ataque de adwares maliciosos.

Algo não parecia certo...

A descoberta foi feita pela plataforma de streaming Rainway, que no dia 26 de junho passou a registrar um grande número de erros – sem que nenhuma atualização tivesse sido liberada. “Ficou claro que esse fluxo crescente de falhas não era nada que nós tivéssemos feito, mas era algo que alguém tentava fazer”, explicou um representante da companhia, Andrew Sampson, em entrevista ao site Cult of Mac.

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Após um rápido cruzamento de dados, ficou óbvio que as máquinas reportando erros pertenciam a jogadores de Fornite. Particularmente, jogadores que haviam tentado trapacear de alguma forma o jogo – cujos computadores emitiam falhas surgidas em tentativas de se conectar com várias plataformas de publicidade online. Juntamente com a vantagem in-game, a fonte acessada pelos cheaters mandava também um adware malicioso.

No total, os servidores da Rainway baixaram centenas desses hacks. Um deles, cuja promessa envolvia V-Bucks gratuitos, já havia sido baixado mais de 78 mil vezes – de quebra, o malware ainda conduzia ataques de interceptação de dados denominados “man in the middle”, em que todo o tráfego da internet é redirecionado para um servidor.

MacOS e iOS permanecem imunes

“Infelizmente, onde há um canal popular, haverá também atores mal intencionados”, lamentou Sampson. No meio de todo o revés, entretanto, há uma vantagem relativa: usuários de plataformas com macOS e iOS parecem imunes à ação dos cheaters – e, consequentemente, também dos adwares danosos.

De fato, apenas os PCs movidos a Windows parecem ser afetados. Entretanto, considerando-se que a popularidade meteórica de Fortnite não dá sinais de desacelerar, sempre é bom tomar algum cuidado. Na dúvida, vale seguir a máxima deixada por Sampson: “Se você não trapaceia, não tem o que temer”. Impossível ser mais objetivo.

Fonte: Cult of Mac

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