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"Síndrome de Raccoon City": documento revela por que Leon está morrendo

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Capcom
Reprodução/Capcom

O 4º trailer de Resident Evil Requiem trouxe algumas dúvidas, mas também alguns esclarecimentos sobre a trama do jogo. Divulgado durante o State of Play da Sony de fevereiro, o vídeo nos trouxe uma informação intrigante acerca de uma tal de "Síndrome de Raccoon City", que aponta para a condição de Leon Kennedy, coprotagonista, e traz um alerta do que pode acontecer com ele.

Quem foi infectado pelo T-Virus durante o incidente de Raccoon City em 1998 e sobreviveu, ficou com o vírus dormente no corpo. Por isso, apesar de mencionar "Elpis" como sendo uma nova ameaça, parece que Resident Evil Requiem é sobre o retorno e despertar de um perigo que ficou dormindo por três décadas. Leon, um dos infectados, agora luta contra o tempo.

O que é a Síndrome de Raccoon City?

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Segundo o relatório que Sherry Birkin (parceira de Leon no novo game) teve acesso, a Síndrome de Raccoon City é nada menos do que o resíduo do T-Virus no corpo de uma pessoa que foi infectada. Esse vírus, sem tratamento, sofre mutações ao longo do tempo e pode demorar para se manifestar; mas ele está lá, incubado na pessoa.

E por que tudo isso só agora? Porque, apesar de o corpo seguir combatendo a infecção, o vírus segue dormente, "gastando" tempo para se manifestar. Ambientando em 2028, Resident Evil Requiem se passa 30 anos depois da infecção inicial em 1998, e o corpo não consegue mais lutar contra esse perigo.

Isso significa que os heróis principais da franquia, que passaram pelo início de tudo e estão vivos, como Jill Valentine, Chris Redfield, Claire Redfield, Rebecca Chambers, Barry Burton, Carlos Oliveira e entre outros, podem estar tendo manifestações do vírus só agora, assim como Leon.

Os 4 estágios da morte

Em Resident Evil Requiem, Leon pode estar entre os estágios 1 e 2, já que ele apresenta sintomas visíveis como as manchas no pescoço e nas mãos. Resumidamente, os estágios são:

Estágio 0: Dormente

O vírus está escondido. O hospedeiro vive normalmente, achando que está curado, porque os anticorpos ainda conseguem lutar.

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Estágio 1: Ativação

"Marcas pretas, semelhantes a hematomas, começam a aparecer em partes do corpo". Também há tosse e mal-estar. Leon se encaixa aqui e, por isso, ele usa luvas e roupas que cobrem todo o corpo. Vale ressaltar que Sherry também usa uma luva e também estava em Racoon City em 1998. Ela pode muito bem estar infectada também.

Estágio 2: Desenvolvimento

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As marcas se espalham para órgãos internos e causam "dormência nas áreas afetadas". Há ainda vômito de sangue nesse estágio. Se Leon chegou tão longe, é possível que vejamos o personagem colocando tudo para fora em alguns momentos do gameplay.

Estágio 3: Terminal

Dor severa, fadiga intensa, vômito incontrolável de sangue. A morte ocorre em "uma ou duas horas" após atingir esse estágio.

Sentença de morte: "sem cura conhecida"

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O responsável pelo relatório que Sherry tem acesso, possivelmente algum cientista da Umbrella ou mesmo um membro da Casa Branca, já que os EUA sabiam de tudo, diz que ainda não encontrou um tratamento eficaz "e, quando se manifesta, os resultados são fatais".

E isso nos revela algo muito importante, possivelmente todo o objetivo principal de Leon e Sherry: a busca por uma cura para si e os demais infectados. Talvez toda a trama que envolve Grace Ashcroft tenha a ver com isso, mas ainda não sabemos como. Será ela a cura, assim como Jake Muller "Wesker" foi em Resident Evil 6?

Impacto na lore: ninguém está salvo

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O impacto dessa descoberta sobre os personagens principais da franquia Resident Evil tem potencial para mudar consideravelmente o rumo das coisas daqui para frente. Todos as pessoas que sobreviveram ao apocalipse zumbi mais famoso do mundo em 1998 podem morrer a qualquer minuto.

O mais recente trailer de Resident Evil Requiem abre com Leon falando: "são seis agora. Seis sobreviventes de Raccoon City, todos mortos pela mesma coisa". Isso significa que as pessoas já começaram a morrer, elas já estavam no estágio 3 da Síndrome de Raccoon City.

Entre todos eles, existe o destaque para Leon e Sherry. Ele ainda foi afetado pelo vírus Las Plagas na Espanha em 2004, que foi removido por Ashley em um momento, mas quando ele já estava a beira da morte.

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Além dele, Sherry tem um outro vírus em seu organismo agindo o tempo todo: o G-Vírus, o mesmo usado por seu pai que se transformou na maior monstruosidade de Resident Evil 2. Em RE6, por exemplo, Sherry se machuca gravemente e sua ferida fecha e cicatriza na hora. Agora só nos resta imaginar qual o resultado da mistura dos dois vírus diferentes.

Especula-se ainda que algumas pessoas que passaram pelo T-Virus e sobreviveram eram imunes ao vírus. Seria esse motivo pelo qual levamos várias mordidas com os personagens principais e nunca acontece nada?

A nostalgia mortal

Todo o ocorrido dos três primeiro Resident Evil acabaram ficando na nostalgia dos gamers que viveram esses horrores com os jogos dos anos 1990 (e depois os remakes). Mas parece que a Capcom decidiu transformar essa nostalgia em algo mortal e principal foco no 9º game principal da série.

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Resident Evil Requiem tem tudo para ser o episódio mais dramático da franquia, já que retratará um drama pessoal do personagem mais amado da série, uma vez que ele corre risco de morte. Saberemos como tudo isso se desenrola a partir do dia 27 de fevereiro.

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