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5 RPGs clássicos que foram "salvos" pelo botão de acelerar

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Sem comprometer a idade de nenhum de vocês, mas quem foi criança ou jovem nos anos 1990 ou início dos anos 2000 lembra muito bem como era a experiência de jogar naquela época. Jogos com mais de 100 horas, “farmar” XP e se aprofundar nos RPGs era o prazer de milhares de fãs.

No entanto, a vida nos empurra boletos, trabalho, faculdade, família, projetos pessoais e esse tipo de jogo se torna um luxo quase inatingível. Qual foi a última vez que explorou um mapa mundial de um game, de cabo a rabo? Pois é, faz algum tempo, não? 

E finalmente a indústria percebeu que aquelas crianças e jovens viraram adultos e não têm mais uma tarde inteira de sábado ou domingo para mergulhar nessas aventuras. O “botão de acelerar” chegou para ficar e salvou muitos de revisitar as suas obras favoritas sem ter de consumir seu ritmo. 

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Seja pela nova versão de Final Fantasy VII nos PCs ou em outros, o “fast forward” não veio para estragar a sua experiência com os RPGs, mas sim ajudá-lo a manter a sua chama acesa — mesmo em meio a diversas tarefas do cotidiano e o acúmulo de boletos.

A tendência é espetacular e mostra como estes games clássicos podem se beneficiar das melhorias de qualidade de vida sem perder sua essência. Assim, combina seu (pouco) tempo livre com a mesma paixão por histórias, mundos e pelas trilhas sonoras que marcaram época.

Para mostrar para você como isso pode ajudar a resgatar muitos jogos e evitar que grandes obras caiam no esquecimento, nós do Canaltech reunimos 5 títulos que foram salvos pelo botão de acelerar. Confira:

5. Final Fantasy IX

O jogo Final Fantasy IX (1999) é um dos maiores clássicos da Square Enix e é aclamado por muitos, mas tem um defeito grave: a demora para o carregamento de batalhas e animações extremamente lentas. Até o criador da franquia, Hironobu Sakaguchi, admitiu isso publicamente.

Nas versões HD, a produtora trouxe o botão de acelerar sua velocidade e disponibilizou a função de remover os encontros aleatórios. Desta forma, explorar Gaia se tornou mais agradável e removeu toda a frustração de uma batalha a cada dois passos — o que tem ajudado muitos a voltarem ao game.

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4. Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition

Chrono Cross (1999) era um jogo maravilhoso no PS1, mas é inegável que revisitá-lo provocaria críticas negativas por conta da taxa de quadros tenebrosa que existia na plataforma e pelo sistema de combate complexo. Ele definitivamente exige uma paciência que muitas vezes não temos.

A Radical Dreamers Edition caiu como uma mão na luva, não apenas pela experiência interativa inédita que a versão recebeu. Acelerar batalhas e travessia, desligar encontros de inimigos e poder ver tudo o que o mundo da franquia tem a oferecer tornou o título ainda melhor.

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3. Final Fantasy XII: The Zodiac Age

Os mapas colossais de Final Fantasy XII (2006) marcaram época e apresentaram uma Ivalice que se tornou inesquecível para os fãs. No entanto, atravessar todo o território hoje em dia — que mais parece um MMO offline — exige horas de caminhada que muitos de nós sequer temos.

O botão de acelerar em 2 ou 4 vezes da versão Zodiac Age aprimorou este game e permite atravessar grandes distâncias e destruir inimigos em questão de segundos. Como cereja do bolo, temos os Gambits que permitem uma estratégia mais adequada e economizam ainda mais seu tempo. 

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2. Persona 3 Portable

Os games da franquia Persona sempre foram longos e Persona 3 (2006) não fugia disso. Além da narrativa extensa, os jogadores tinham de escalar andares infinitos da torre do Tártaro — o que se transformava em um verdadeiro teste de resistência física e mental pela sua demora.

A versão Portable, lançada no PSP, resolveu isso e permitia que os jogadores avançassem rapidamente os diálogos e pudessem acelerar o fluxo dos combates repetitivos. Isso ajudava a focar em outras questões, como a trama sombria e o gerenciamento do calendário.

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1. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age

A franquia Dragon Quest sempre foi uma das principais guardiãs do JRPG tradicional e Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age (2017) reforçava isso. Ainda que tenha uma história bela e seja uma aventura marcante, seu ritmo lento e metódico pode espantar jogadores mais dinâmicos.

A versão S, lançada pouco depois, ajudou o público ao incluir o botão de acelerar — o que permite confrontos velozes contra grupos de inimigos, grinding e viajar pelo grandioso mapa. Sem tirar a essência estratégica, ele se tornou mais “amigável” e criou laços ainda mais profundos com os fãs.

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Qualidade de vida não é “noobice”

É importante levar em consideração que estes recursos permitem que experiências mais antigas, focadas em centenas de horas, farmar itens, XP e outros, tinham um ritmo apto a uma comunidade que evoluiu. Não eram ruins, porém também não se encaixam mais no nosso dia a dia.

Através do botão de acelerar, novos fãs podem se unir a este grupo e os antigos têm um ritmo melhor para se aventurar por jornadas que os encantaram nos “bons e velhos tempos”. A qualidade de vida serve para aproximar mais o público, não servir como um modo Easy. Entre os principais que se beneficiaram disso, estão:

  • Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age
  • Persona 3 Portable
  • Final Fantasy XII: The Zodiac Age
  • Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition
  • Final Fantasy IX
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