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Review The Dark Queen of Motorholme | Neste soulslike, você é o chefe final

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Mosu, Monster Theater
Divulgação/Mosu, Monster Theater

O fim de ano chegou e nada melhor do que encontrar jogos mais curtos para aproveitar algumas pausas entre a interação familiar e festas. Procurei esse tipo de game em muitos lugares, mas foi no Indie Game Awards 2025 que achei ouro.

Diferente do The Game Awards, que conta com algumas categorias batidas e que até envelheceram mal, o IGA opera em outro sistema. Entre as várias categorias, há uma específica que premia jogos indie curtos. Foi aí que conheci o fantástico CARIMARA: Beneath the Forlorn Limbs e o criativo The Dark Queen of Mortholme.

Já conhecia este último por cima via Itch.io, então dei uma olhada no Steam e ele estava saindo bem em conta, por cerca de R$ 8.

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Para quem não conhece, The Dark Queen of Mortholme é um soulslike 2D em que somos o boss final e temos de enfrentar o incansável (ou quase) herói. A ideia é fantástica justamente porque sempre estivemos do outro lado: agora, você pode controlar a toda-poderosa chefe final e usar todo o arsenal sombrio para subjugar o herói. Mas, afinal, essa ideia deu certo?

Prós

  • Conceito criativo;
  • Diálogos inteligentes e narrativa recompensadora;
  • Bom custo-benefício;
  • Visuais em pixel art.

Contras

  • Repetitividade;
  • Problemas técnicos como input lag e de hit box;
  • Dificuldade injusta.

The Dark Queen of Motorholme coloca os jogadores como o chefe final

The Dark Queen of Mortholme é um jogo sobretudo de narrativa, apesar do combate soulslike desempenhar um papel importante aqui. A ação toda acontece em uma sala de chefe com um trono digno do título de "Rainha Sombria".

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Somos a vilã final, então, logo de cara, humilhamos o jogador com palavras e com nossa força. No entanto, para a surpresa da Rainha, o herói retorna um pouco mais perspicaz a cada vez que o derrotamos.

A Rainha Sombria jamais deixou seu trono, jamais explorou lugares ou sequer teve sonhos além de cumprir o papel que lhe foi imposto: proteger seu reinado. Pouco a pouco, o herói vai entrando na cabeça da vilã com essas ideias, que pode escutar o jogador ou ofendê-lo orgulhosamente até o fim.

Narrativa compensa em pouco mais de 30 minutos de gameplay

The Dark Queen of Mortholme oferece múltiplos finais e, o mais importante, múltiplas escolhas de diálogo! Não espere nada ao nível de Telltale ou Adhoc, afinal, trata-se de um soulslike 2D com duração média entre 30 e 50 minutos.

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Mecanicamente, vamos ganhando alguns poucos poderes com o passar do tempo e dependendo de nossa barra de saúde. No entanto, chega um momento em que o herói já prevê todos os seus movimentos e fica impossível acertá-lo.

Daí percebemos o quão injustas são essas lutas finais. Claro que, na maioria das vezes, estamos falando de um chefe que cometeu atrocidades na lore do jogo — tiranos egoístas e tudo mais. Mas ficar do lado dos malvados aqui é bem frustrante.

A recompensa narrativa e os diálogos inteligentes não duram para sempre, ficando um pouquinho monótono, principalmente para os impacientes.
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Essa frustração acaba saindo um pouco do controle conforme vamos progredindo no game. Apesar de curto, ele começa a se tornar repetitivo rapidamente. A recompensa narrativa e os diálogos inteligentes não duram para sempre, ficando um pouquinho monótono, principalmente para os impacientes.

The Dark Queen of Motorholme frustra demais até para um soulslike

A situação aperta ainda mais se você quiser fazer o 100% do jogo e explorar seus outros finais. Embora pareça improvável, é possível derrotar o herói em The Dark Queen of Mortholme, mas apenas com macetes. Nesse sentido, o jogo é extremamente linear: fica simplesmente impossível derrotá-lo em uma batalha franca, principalmente pela repetição desenfreada.

Não se assuste se você passar por algum problema de input lag ou mesmo hit box quebrada do herói, o que envelhece o jogo como leite no sol de 40°C.

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Felizmente, os gráficos em uma boa pixel art, principalmente no design de nossa chefe final, não enjoam tão rápido, sendo agradáveis até o fim. O diálogo, apesar de suas quedas, também ajuda muito a levar The Dark Queen of Mortholme, que tem finais muito satisfatórios, diga-se de passagem.

No fim, ser um chefe de soulslike é divertido 

O saldo final de ser um chefe de soulslike é positivo, principalmente se levarmos em conta as avaliações da experiência no Steam.

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E "experiência", aqui, é uma palavra mais do que correta. Não entre em The Dark Queen of Mortholme pensando ser um jogo totalmente completo e mecanicamente agradável.

Vale ressaltar que o título está disponível em português do Brasil, com um errinho aqui e acolá de localização e escrita, mas nada muito grave ou que comprometa a narrativa proposta pelos desenvolvedores.

Me pergunto se o criador do jogo, Mosu Äijälä, e o pessoal da Monster Theater — desenvolvedora e publisher que trabalha em jogos curtos — têm como objetivo elevar The Dark Queen of Mortholme para uma experiência 3D mais próxima do que vimos em jogos Souls da FromSoftware. 

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