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Quem é Emily, a personagem misteriosa de Resident Evil Requiem?

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Capcom
Reprodução/Capcom

Durante sua exploração em Resident Evil Requiem, os jogadores se deparam com uma jovem garota cega. Mais sinistro que a sua condição, porém, é o fato de ela estar em isolamento completo. 

Afinal de contas, por que uma criança era mantida em cativeiro dentro do centro clínico repleto de zumbis? Pois é, a personagem em questão é Emily e seu trabalho é libertá-la — sem saber nada sobre quem ela é e o que representa.

Para te ajudar a se preparar melhor para o que Resident Evil Requiem reserva, nós do Canaltech te contamos o dossiê completo de Emily e como a sua história é interconectada com todos os eventos em Raccoon City. Alerta: o texto contém diversos spoilers da história do jogo

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A vida de Emily

O primeiro fato sobre a personagem é que ela não nasceu e cresceu normalmente, como todas as demais. Ela é fruto de experimentos, um clone gerado por gravidez ectópica abdominal nos Laboratórios ARK — que é uma instalação ultrassecreta que opera nas ruínas de Raccoon City.

Chamada de “Amostra 171”, Emily foi levada ao Centro de Cuidados Rhodes Hill ao lado de sua “irmã”, Marie. As duas foram presas em isolamento e eram mantidas separadamente. As únicas pessoas que podiam entrar na seção eram os funcionários autorizados do local liderado por Victor Gideon.

Um dos testes executados pela equipe do vilão causou sérios problemas de saúde à pequena, que contraiu catarata e ficou cega. Sua única distração era ler livros, escritos em braille — linguagem que os médicos e profissionais ensinaram à criança para mantê-la entretida.

Muitos detalhes se perdem a partir deste ponto. Como acompanhamos parte da história por sua perspectiva, sabemos apenas que um humano desconhecido perguntou para ela sobre seu sangue e depois vimos que uma enfermeira sentiu incômodo pela falta de interações e emoções da jovem. 

Já Marie, sua irmã, está desaparecida. Enquanto a pequena acredita que a outra apenas saiu e nunca mais voltou, Grace observa um enorme buraco na parede e corpos mortos em volta. Ou seja, ela escapou, mas a que custo?

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Ela é um clone?

Um dos pontos fortes da narrativa de Resident Evil Requiem é a forte presença de clones. Enquanto tudo indica que Zeno é uma cópia de Albert Wesker, Emily, Marie e Grace também são, mas de outro ser humano.

Ninguém comenta quem serviu como base genética para gerar as personagens, mas a cópia “mais antiga” é Chloe — uma criança que viveu no orfanato de Raccoon City nos anos 1990 e vivenciou situações de terror.

O objetivo da clonagem era criar Elpis, que as Conexões e Victor Gideon consideram ser o vírus supremo. O resultado foi alcançado apenas com Grace Ashcroft, mas como ela “sumiu” ainda bebê, muitos testes foram executados depois para replicá-lo em laboratório. 

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As mutações de Emily e Marie

Enquanto Emily aparentemente tinha sofrido apenas com a cegueira, Marie se transformou em um monstro completo. A mutação na criança foi tão forte que ela é aquela criatura de tamanho colossal que persegue Grace com seus braços longos — presente em grande parte do material promocional do jogo.

Quando tentam fugir do Centro de Cuidados Rhodes Hill, em um helicóptero, outro incidente acontece e o veículo despenca. Com a jovem ferida, Grace tenta reanimá-la, o que se torna uma tarefa extremamente difícil com a grande perda de sangue sofrida.

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Porém, ela conseguiu e o resultado se tornou catastrófico. A “morte” de Emily e sua ressurreição acionaram as mutações da pequena — que se tornou um outro monstro que estava completamente fora de controle. Restou a Leon S. Kennedy livrar sua nova colega do sufoco, mas a criatura ficou no chão.

Para a sorte de todos, o herói não atingiu nenhum ponto vital e ela sobreviveu para ser tratada com a Elpis. Além de reverter a mutação, a criança também teve a sua visão recuperada e foi adotada por Grace.

Final "feliz" em Resident Evil Requiem

Muitos acreditam que Emily era um clone da protagonista de RE Requiem, por uma das afirmações de Zeno sobre a existência da pequena. No entanto, ele sabe apenas aquilo que as Conexões o informam — em outras palavras, com informações limitadas, suas declarações perdem peso. 

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Mesmo com o final feliz, tanto a personagem quanto Grace passam por diversos apuros e momentos traumatizantes. Porém, agora elas terão uma à outra para superar essas adversidades e lutar contra a organização maligna e seus objetivos sombrios.

Enquanto Emily sobreviveu e poderá finalmente ter a sua infância “comum”, o mesmo não pode ser dito sobre Marie. A cura não surtiu efeito na sua versão monstruosa, já que ela teve a sua morte em definitivo durante a narrativa do game.