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Quem é Asha Sharma? Conheça a nova CEO da Xbox

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Microsoft
Reprodução/Microsoft

A divisão Xbox está sob nova direção. Saíram Phil Spencer e Sarah Bond da Microsoft e entrou Asha Sharma, que será a nova CEO de uma das 3 gigantes do mundo dos videogames e a esperança de uma renovação.

No entanto, seu nome sequer era conhecido dentro da indústria gaming. De onde ela saiu e por qual razão foi inserida em uma posição tão importante para o mercado e para toda a comunidade? 

É sobre isso que o Canaltech vai tratar, com um dossiê completo para compreender a escalada de Asha Sharma até o topo de uma das posições mais emblemáticas dentro deste “jogo”.

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A trajetória de Asha Sharma

Ainda que a nova CEO da Xbox não tenha trabalhado na indústria dos games, ela é experiente e conhece de negócios como ninguém. Sua jornada na tecnologia começou justamente na gigante de Redmond em 2011.

Ela foi uma das profissionais de marketing da companhia até 2013, mas logo depois assumiu uma posição de destaque como diretora de operações da Porch Group — que auxilia com softwares voltados a setores de serviço doméstico nos Estados Unidos.

Asha Sharma trabalhou na companhia que ajudou a erguer por 4 anos, mas em 2017 alçou voos mais altos e parou na Meta. Como vice-presidente de produtos e engenharia, ela auxiliou com ferramentas no Instagram ao longo de vários anos.

No seu currículo, a executiva aponta que implementou a integração na caixa de mensagens dos apps de seu ecossistema como o próprio Instagram e o Messenger, assim como adicionou chamadas, vídeo e desenvolveu políticas acerca da experiência para menores de 18 anos nas plataformas. 

Entre 2021 e 2024, Asha Sharma já atuava pela Instacart — app de entrega de alimentos e bebidas nos Estados Unidos, como o nosso iFood. Como diretora de operações, seu trabalho era aumentar a lucratividade da plataforma em diversas áreas da companhia. 

O topo em 2024

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Com uma trajetória muito bem-sucedida, Asha Sharma atingiu o ápice em 2024. No mesmo ano ela integrou o conselho das empresas Coupang e The Home Depot, que mostraram o alto nível de desempenho e experiência nos negócios que obteve ao longo da carreira.

Óbvio que todo o caminho chamou a atenção da Microsoft, que a chamou ainda no mesmo período para mergulhar em outro projeto: a AI Platform. Ali, ela atuou como chefe da divisão de produtos antes de assumir os projetos da CoreAI Product.

Para entender melhor tudo isso, a CoreAI era a prioridade máxima da corporação. Nesta era de inteligências artificiais, a presidente da divisão, Asha Sharma, era responsável por levar o seu portfólio de produtos para modelos de IA, apps, agentes e ferramentas de desenvolvimento dos clientes. 

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A plataforma deu seus primeiros passos em 2025 e consolidou diversos movimentos que estavam “no papel” com a Microsoft. Além disso, ela ajudou a trazer o GitHub Copilot à tona, que constrói sistemas operacionais para IA, com aplicação de agentes, infraestrutura de supercomputação e acelera o desenvolvimento destas aplicações “AI-First”. 

Finalmente, Xbox

Apesar de não ter se envolvido com videogames, nem por um instante, é inegável que Asha Sharma teve uma vida corporativa muito bem-sucedida. Pode-se dizer que nenhum projeto que ela se envolveu “caiu” enquanto era a responsável, o que é um histórico positivo para a nova CEO da divisão Xbox.

O próprio presidente da Microsoft, Satya Nadella, reforçou em sua declaração oficial que ela foi escolhida por ser uma líder capaz de “construir e erguer serviços”, que pode “alinhar modelos de negócio para agregar valor a longo prazo” e “operar em escala global”. 

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O temor do público

Como pode ser visto, sua experiência na indústria dos jogos é zero. Porém, ela assume uma posição estratégica como uma profissional que sabe o que é preciso para estruturar os serviços de qualquer companhia. E adivinha qual é o foco da Microsoft neste momento?

A companhia removeu os Xbox Series de várias lojas ao redor do planeta, logo depois surgiu a notícia que seu prejuízo estava colossal com a venda dos consoles. A mudança de rota aponta que o foco será justamente no ecossistema da companhia: Xbox Game Pass, Cloud Gaming e muito mais.

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Talvez ela também reforce parcerias para levar a plataforma para outros produtos — como vimos ocorrer com o ROG Xbox Ally. Quase 5 meses depois de estrear o sistema operacional para consoles portáteis, ainda não o vimos progredir para outros ou a chegada de mais dispositivos certificados pela companhia.

Assumir a cadeira de Phil Spencer é uma tarefa colossal, mas não se pode dizer que ela não está capacitada para atingir as expectativas que a Microsoft injetou em seu trabalho. O foco agora não são os videogames ou os jogos, mas sim os serviços, o ecossistema que alimenta toda a cadeia.

Inclusive, quem ficará responsável pelos estúdios e pela aproximação com a comunidade será Matt Booty — que já atuava como chefe da Xbox Game Studios. Agora, como diretor de conteúdos da marca, ele vai fazer esta “ponte” com os fãs e indústria enquanto ela se foca em aprimorar a parte técnica.

Se isso dará certo ou não, são outros 500. A marca Xbox sofreu bastante nos últimos anos: aumentos expressivos no preço dos seus serviços, sumiço súbito de consoles nas lojas, falta de interesse dos próprios desenvolvedores, piadas com a campanha “Isso é um Xbox” e muito mais criou um chiado enorme com os fãs.

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Nada garante que Phil Spencer e Sarah Bond que decidiram, por conta própria, trilhar por este caminho — até porque todo o negócio vale bilhões, a Microsoft não deixaria seguirem à vontade sem definir passos mais “seguros” de acordo com sua visão estratégica e administrativa. 

A remoção dos dois, em teoria, pode muito bem esclarecer que os dois não concordavam com as decisões corporativas e foram substituídos por nomes mais alinhados à visão estratégica da corporação. Se isso é para o bem ou para o mal, permanece um mistério. 

A geração Asha Sharma

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É de bom tom aplicar a política de que não se critica o trabalho de um profissional antes de vê-lo em ação. Asha Sharma tem sido muito atacada por todos os lados, ainda assim pode surpreender e se mostrar tão boa (com otimismo, até melhor) do que Phil Spencer. 

“Mas ela criou a gamertag dela em janeiro”, sim, nós sabemos. Isso não é visto com bons olhos, já que o anterior era reconhecido pela proximidade aos fãs e estúdios e por jogar sempre que podia. No entanto, ela não veio para o “jogo virtual”, mas sim para a experiência da vida real — que envolve outros fatores.

Ao lado de Matt Booty, uma nova era se abre para o Xbox a partir de 2026. Nas portas da aplicação da inteligência artificial nos consoles, na chegada do Xbox Magnus e na expansão do ecossistema gaming para consoles portáteis e PCs domésticos. Os próximos meses serão decisivos para mostrarem ao que vieram e se a direção que vão seguir é boa ou pior do que vemos.

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