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PS6 com GDDR7: o que pode mudar de verdade e o que é marketing

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/DALL-E
Reprodução/DALL-E

O PS6, console da próxima geração da Sony, já começa a ganhar corpo nos bastidores e o protagonista da vez é a memória GDDR7. De acordo com rumores, isso pode representar um salto significativo de desempenho e promete destravar os gargalos gráficos e Ray Tracing.

No entanto, essa novidade também significa que o preço do próximo console da Sony poderá ser assustador — justamente em um momento em que os módulos valem ouro

Mesmo como especulação, os passos que a companhia tomará para o PS6 já preocupam e empolgam de forma simultânea. Porém, o que mudará na prática e o que serve apenas para vender novas tecnologias?

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GDDR7: o que é e por que a velocidade não conta sozinha

A memória GDDR7, em termos simples, é “a pista” por onde o processador e a placa gráfica buscam dados como texturas, sombras e geometria. Quanto maior o padrão, mais Gbps — que pode ser lido como a “velocidade máxima permitida” — serão vistos.

Contudo, esses aspectos não farão tanta diferença quanto a largura de banda. Ela multiplica a velocidade com o espaço percorrido — quanto maior e mais veloz, mais informações poderão ser processadas simultaneamente.

Imagine que é como percorrer uma avenida mais larga com um carro veloz. Quanto mais extensa, menos trânsito pegará e poderá correr livremente em direção ao horizonte. Desta forma, mesmo um chip mais veloz, sem uma grande bandwidth, pode ter um desempenho diferente do outro. 

O PlayStation 5, por exemplo, usa memórias GDDR6 com 448 GB/s. Com o padrão GDDR7, esse número alcançaria a faixa de 1,5 TB/s, quase 4x mais e com uma eficiência energética até 50% maior. 

Isso não quer dizer que o PS6 terá justamente essa velocidade de largura de banda, mas há potencial para que ele tenha o dobro do desempenho da VRAM vista no seu antecessor — o que seria um grande diferencial.

O que muda de verdade no gameplay?

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Neste caso, como você teria impactos nos jogos? O seu console faria o streaming de texturas de forma mais agressiva — com menos pop-in —, teria mais fôlego para processar Ray Tracing e técnicas de iluminação sem comprometer o frametime e mais folga para resoluções altas com upscaling.

Em termos mais simples, isso não significa uma taxa de quadros maior. É apenas uma consistência maior e sem forçar a sua memória. Em jogos de mundo aberto ou com Ray Tracing mais pesado, isso seria responsável por uma performance extremamente superior à vista nos dias atuais.

O que é exagero e marketing?

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Com módulos de memória GDDR7 você pode ter todos os seus games em 4K nativo, RT full e 120 FPS? Não é bem assim. É neste ponto que muita gente será enganada, diga-se de passagem. O componente é apenas a “estrada”, mas tudo tem a sua origem e seu destino.

Existem limitações da CPU, placa de vídeo, do motor gráfico no qual cada game é produzido e até mesmo decisões do estúdio — que pode priorizar gráficos ou desempenho, a depender de cada caso. Ou seja, ela não fará milagres, apenas vai facilitar o caminho.

Anúncios focados apenas em Gbps tratam apenas da “velocidade”. No entanto, o ponto importante está na largura de banda, eficiência e no projeto térmico. Qualquer coisa diferente disso é apenas um “número de vitrine”.

Para escapar disso, será necessário pesquisar cada um desses aspectos assim que as especificações do PS6 forem oficialmente divulgadas. Assim, conseguiremos alinhar nossas expectativas para saber exatamente o que esperar do futuro console de mesa ou da meta que ele busca alcançar.

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Por que GDDR7 pode encarecer o PS6?

Com uma demanda cada vez maior de memória para os data centers de inteligência artificial, aumentou também os preços das RAM — o que trará impactos ao menos até o ano de 2028, com riscos de se prolongar.

Na prática, isso encarece os videogames atuais. E eles usam modelos mais “mainstream”. Os próximos terão de usar memórias de ponta como a GDDR7 para se destacarem. Logo, imagine o preço que elas vão estar no ápice da crise.

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Para fugir disso, a Sony talvez siga três caminhos: tornar o PS6 mais caro para manter o salto técnico; segurar o investimento ao reduzir algum dos pontos como capacidade, interface e outros ou ajustar seu cronograma e estoque.

Este último, inclusive, é a maior aposta do mercado. Muitos já cravaram que o PS6 deve ser lançado em 2029 ou 2030 para evitar a crise atual e ter um apelo mais popular. A VRAM não é apenas um detalhe, então a decisão tem de ser sábia para não pesar no custo da companhia e dos fãs.

Fique atento a isto quando as specs aparecerem

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Quando a Sony revelar os detalhes do PS6, seja com uma memória GDDR7 ou não, você deve procurar alguns aspectos para ter uma noção maior do que ele entregará e o que estará fora de seu escopo.

Você tem de bater o olho nos seguintes itens:

  • Capacidade total (quanto de memória terá?)
  • Largura de banda
  • Foco em eficiência e temperatura
  • Exemplos em jogos com modo desempenho e qualidade, com Ray Tracing etc.

Através destas informações você poderá reunir pistas de como será a experiência real de ter um PS6, ao menos muito mais do que ter um número isolado de Gbps e acreditar que isso vai definir como será jogar na próxima geração.

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O salto para GDDR7 será custoso

Ainda que esteja no campo das especulações, é importante que a Sony escolha a GDDR7 para o PlayStation 6, por representar um salto técnico alto para os seus futuros jogos e para a própria performance do console. 

Por outro lado, é preciso ter atenção em detalhes como a largura de banda, arquitetura e em sua otimização. Se não estiver munido de uma boa base, o uso da memória representará apenas “números bonitos”, mas ineficazes.

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Além disso, os preços altos de RAM podem ser mais determinantes que a própria tecnologia. Se produzido em 2026, isso representaria mais do que um videogame “de luxo”, mas sim um console tão caro que se tornaria inviável a sua comercialização. Quem sabe isso mude até 2029 e 2030, não é?

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