Progressão premium deve ser tendência dos games a substituir loot boxes

Por Wagner Wakka | 22 de Junho de 2018 às 18h40

Um tema tomou conta do mundo dos games no final do ano passado: loot boxes. Trata-se de pacotes que os jogadores podem comprar com dinheiro real, os quais podem dar novas habilidades a eles ou mesmo oferecer itens estéticos. O assunto gerou polêmica após o lançamento de Star Wars: Battlefront II, título da EA que exagerou na utilização do modelo de negócio. Como os pacotes trazem itens sortidos — sendo que o jogador compra um conjunto de itens, sem efetivamente saber o que vem neles —, houve até quem comparasse com jogo de azar.

Em 2018, contudo, as empresas, sobretudo a EA, passaram longe do tema. Nas apresentações da E3, maior feira de games do mundo, uma das frases mais faladas foi: "este jogo não tem loot boxes".

Contudo, se as empresas não utilizam mais este modelo de negócio, qual a opção agora? A novidade é o passe de progressão premium. Aqui, jogadores podem pagar para antecipar o que você conseguiria acessar caso jogasse por tempo suficiente. Por exemplo, Fornite tem uma opção chamada Battle Pass em que jogadores podem comprar diretamente itens cosméticos (ou seja, que apenas mudam a aparência do jogador e não as habilidades), aos quais poderiam ter acesso gratuitamente ao continuar jogando.

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Então, por que alguém pagaria por algo que poderia ter de graça? A ferramenta funciona para economizar tempo, caso você não esteja assim tão disponível para uma experiência mais demorada.

Outra estratégia é fornecer opções pagas em que os jogadores conseguem duas ou três vezes mais experiência, tornando o game mais recompensador a cada objetivo completo. Com isso, a Epic Games, criadora de Fortnite, já acumulou o montante de US$ 300 milhões só com este setor.

Além da Epic, outras empresas já estão se movimentando para criar algo parecido ou já têm a ferramenta como um sucesso de modelo de negócio. Entre elas estão a PUBG Corp, criadora do battle royale Player Unknown’s Battlegrounds, e a  Valve, com Dota 2.

Fonte: Venture Beat

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