Prévia | Quando God Eater encontra Bloodborne, surge Code Vein

photo_camera Bandai Namco

Desde seu anúncio, Code Vei vem fazendo algum alarde na comunidade dos videogames. O motivo disso é a sua extrema semelhança com a franquia Dark Souls em termos de mecânicas, só que com uma pitada de animes no visual que lembra um pouco a série God Eater. O título da Bandai Namco também esteve presente no Anime Friend 2018, que rolou em São Paulo entre os dias 6 e 9 de julho, e a gente testou para ver como ele está.

Por conta desse design mais voltado para os animes, o game começa a se diferir de um simples genérico de Dark Souls e também evolui alguns outros aspectos. O visual dos personagens, para começar, traz toda uma vibe vampiresca que remete ao clássico movimento de moda japonesa chamada de visual kei. Como não deu para conferir a trilha sonora da demonstração, não foi possível conferir como está esse aspecto, se ele condiz com a atmosfera que propõe ou se inova de alguma forma.

A interface do game, por sua vez, está simples e intuitiva. A build disponível no evento disponibilizava três poções para recuperar energia no formato de um símbolo que lembra um brilho, só que na cor verde e alternável através dos direcionais. Outros itens também podiam ser apanhados pelo cenário e agregados a esse submenu.

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Além da barra de HP numerada, também há uma de MP do outro lado da tela. Os demais ícones indicam os golpes que fazem parte da árvore de habilidades, bem como os equipamentos que o jogador está usando no momento. Os comandos do controle são fáceis de dominar também, então mesmo quem não está familiarizado com um título desse estilo vai conseguir se dar bem.

A build em que o game foi testado colocava o jogador em uma caverna com diversos inimigos espalhados e caminhos variados, mas que levavam a um mesmo destino: a sala do boss. Vasculhar as rotas também oferece ao jogador a oportunidade de encontrar bons itens, mas, claro, há sempre o perigo de encontrar oponentes mais fortes e maiores — e aqui não foi diferente, mas nada que algumas tentativas e erros não dessem conta.

Uma das maiores diferenças de Code Vein é a possibilidade de jogar com um parceiro controlado pela CPU. Não foi possível jogar em co-op no Anime Friends, mas havia pelo menos três ajudantes disponíveis. O lado ruim é que não deu para saber o que cada um deles possuía de diferente um do outro, pois a informação não estava disponível em lugar nenhum; apesar de eles claramente carregarem equipamentos diferentes.

(Imagem: Bandai Namco)

Durante as jogatinas assistidas, foi possível notar que alguns dos companheiros eram mais ágeis, outros eram mais agressivos em batalha, e assim por diante; todavia, detalhes sobre como funcionam esses parceiros controlados pela IA ficaram faltando. Por fim, as armas fazem toda a diferença aqui, quase da mesma maneira que em Bloodborne, uma vez que elas podem ajudar ou atrapalhar dependendo do inimigo que está sendo enfrentado.

O game também dava a opção de transportar os jogadores diretamente para o boss da build se assim o jogador quisesse, evitando perder muito tempo vasculhando e não conseguindo aproveitar a experiência verdadeira que o game tem a oferecer. O chefe do cenário era uma criatura enorme, como de praxe, que utilizava uma espécie de bastão das mais variadas maneiras possíveis para atacar.

Indo desde deslizar pelo cenário de uma ponta a outra, até a executar passos de pole dance em meio à batalha, o chefe esbanjou criatividade em sua apresentação. Além de um rostinho bonitinho de anime com um corpo de aberração, ele também ofereceu bastante desafio para os jogadores que ousavam desafiá-lo, trazendo a característica dificuldade que a geração atual tanto odeia amar.

(Imagem: Bandai Namco)

Code Vein está sendo desenvolvido e distribuído pela Bandai Namco. A previsão inicial era de que ele seria lançado em 27 de setembro de 2018 para PC, Xbox One e PlayStation 4. Porém, o game foi recentemente adiado para 2019, sem uma nova data específica.

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