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Petição da Stop Killing Games é validada pela UE; veja os próximos passos

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Divulgação/Stop Killing Games
Divulgação/Stop Killing Games

A União Europeia validou 1.294.188 das 1.448.270 assinaturas do Stop Killing Games, marca acima do mínimo para que o movimento seja considerado pela Comissão Europeia, conforme anunciou o voluntário da entidade, Moritz Katzner, no subreddit r/StopKillingGames no último sábado (24). O movimento tem como foco impedir que editoras retirem seus jogos de circulação mesmo de jogadores que pagaram pelo título.

Com cerca de 89% das assinaturas válidas, o Stop Killing Games está bem encaminhado para seguir para a Comissão Europeia, conforme explica Katzner: "Estamos em cerca de 10% [de rejeição], enquanto as iniciativas de melhor desempenho tendem a ficar na faixa de 10 a 15%, o que nos coloca firmemente no patamar superior". Segundo o voluntário, "algumas iniciativas veem taxas de falha de até 20 a 25% e ainda conseguem ser aprovadas, mas vale notar que o tamanho total da amostra é bem pequeno, apenas 11 iniciativas".

A Iniciativa de Cidadania da União Europeia é uma oportunidade para que propostas de cidadãos da União Europeia, sejam elas uma nova lei ou regulamento, entrem em consideração pela Comissão Europeia. Para serem discutidas, as iniciativas precisam obter pelo menos 1 milhão de assinaturas válidas, marca que o Stop Killing Games ultrapassou com folga.

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A Alemanha, França e a Polônia lideram a lista das origens das assinaturas, que também inclui mais de 31 mil jogadores de Portugal e 4 mil de Malta e do Chipre.

O próximo passo é que a Stop Killing Games se reúna com a Comissão Europeia para discutir as propostas do movimento, que inclui planos de contingência de fim de vida para jogos, o que permite que os usuários sigam acedendo aos títulos.

A entidade pretendia revelar essas informações e outros movimentos, como atualizações do site e Discord da causa, em um momento anterior. "Não queríamos apresentar nosso caso despreparados, vazar informações sem querer para grupos de lobby ou, o pior de tudo, esgotar [burn out] nossa equipe", afirmou Katzner.

Por fim, o voluntário pediu paciência com a equipe. "Fazemos isso porque acreditamos na causa, e porque acreditamos que o que estamos fazendo é o certo. Nenhum de nós é pago para isso. Todos temos empregos, famílias e responsabilidades e, para alguns, as últimas semanas foram difíceis. Tenham isso em mente", Katzner deixou claro que os jogadores estão falando com pessoas reais, e não com "alguma instituição abstrata como a UE".

"Na verdade, vocês estão falando com alguém que está prestes a jogar Kingdom Come: Deliverance 2 em cerca de 30 minutos apenas para relaxar após uma semana estressante", concluiu o voluntário.

Stop Killing Games avança enquanto jogos desaparecem

A preservação de jogos e projetos relacionados a videojogos já é um assunto antigo na indústria e muitas vezes envolve discussões sobre média física, obsolescência programada e o modelo de negócio das empresas de games. Infelizmente, uma onda de cancelamentos, apagões e jogos que nunca veremos a cor tornou-se algo recorrente desde o fim da pandemia de COVID-19 e da retração do mercado de jogos eletrónicos.

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Recentemente, passamos por um caso que certamente se aplica aos interesses do Stop Killing Games e dos jogadores. Em 12 de janeiro deste ano, o polémico RPG de ação Anthem foi encerrado pela Electronic Arts e pelo estúdio BioWare. Como se tratava de um jogo online, o RPG tornou-se inacessível, pelo menos por meios oficiais.

Isso porque um usuário do YouTube conhecido como And799 apresentou uma Prova de Conceito em que era possível jogar Anthem com outra pessoa em servidores privados. O ex-produtor executivo da BioWare, Mark Darrah, revelou em publicações recentes que desejava trabalhar na IP novamente, caso a EA desista dela, e transformar Anthem num jogo single-player com um investimento de US$ 10 milhões.

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Vídeo: O que é o Stop Killing Games? Será LEI a preservação de jogos digitais na União Europeia?

Fonte: r/StopKillingGames